11 de junho de 2018

O problema ético do Aborto no Brasil

Por: Camila Vitória Xavier
(aluna do ensino médio no colégio estadual Ivo Leão - Curitiba-Pr)

Fonte: https://revistatrip.uol.com.br/tpm/precisamos-falar-sobre-aborto

          A interrupção da gravidez pela remoção do feto de seu desenvolvimento uterino é chamada de aborto. Precisa-se urgentemente de uma solução para diminuir o número de mulheres que morrem durante a realização da prática clandestina e a prisão das que são descobertas. 
          O aborto está entre os cinco problemas que mais matam mulheres no Brasil. A prática é proibida pela legislação e permitida apenas em casos de estupro, risco à vida da mãe e fetos anencéfalos. Muitas mulheres que realizam a prática clandestinamente não tem condições de criar a criança, não tem apoio do pai e/ou família, são ricas ou apenas não desejam ter o bebê e acabam recorrendo a métodos perigosos como; uso de remédios ou em clínicas que não possuem infraestrutura para realizar o procedimento, podendo levar as mulheres a óbito. 
          Para Débora Diniz, pesquisadora da Anis, "A cada um minuto uma mulher faz aborto no Brasil" - (publicado em 5 de novembro de 2016 pela revista Carta Capital). Se todas essas mulheres que realizam o aborto fossem presas, 525,600 mulheres seriam presas por ano. E os pais dos bebês abortados? O que acontece com eles? Nada, a lei é aplicada apenas para as mulheres e, então, o pai fica livre e a mãe presa. 
          Portanto, legalizar o aborto não significa influenciar as mulheres a realizá-lo, mas que campanhas de educação sexual e prevenção sejam reforçadas para evitá-lo. O aborto e um direito das mulheres decidirem o que querem para a vida e o corpo delas. O Estado deveria dar essa opção para as mulheres, evitando assim, serem presas ou mortas. 

Um comentário :

Fernanda Frazão disse...

Ótimo, Camila! Que seu texto e ideias façam eco nesse debate tão necessário.