24 de agosto de 2016

Escola sem Partido é, na verdade, Lei da Mordaça

Por: Gabriela Viola e Amanda Viola

Iniciativa é retrocesso: busca formar um mecanismo de estruturação para manter uma sociedade passiva e obediente

Antes de iniciar qualquer debate, é preciso assinalar que a nomenclatura dada ao Projeto de Lei “Escola sem partido” está incorreta. O nome correto a ser usado é a LEI DA MORDAÇA. Esse projeto não respeita a pluralidade de ideias prevista na Constituição Federal de 1988, a qual garante um sistema democrático em que podemos pensar e agir de maneiras diferentes. Além disso, propõe que as professoras e os professores estejam em constante vigilância, indo contra a liberdade de ensinar e a pluralidade de concepções pedagógicas, garantidas pela Constituição e ressaltadas pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) – ou seja, impossibilita uma ampla aprendizagem.
A proposta não traz melhorias para sistema da educação brasileira, considerando a conjuntura atual que demonstra a grande evasão escolar. Os cortes nos programas de acesso ao ensino superior projetam a privatização das instituições públicas de ensino. Enquanto isso, nos Colégios Estaduais ocupados por estudantes secundaristas (como no caso da luta pela alimentação digna durante o período escolar), reivindica-se nada além do que já está previsto na Constituição. É nítida a tentativa de reorganização e fechamento de turmas nos anos finais do Ensino Médio. São iniciativas de setores fundamentalistas no intuito de formar um mecanismo de estruturação para a manutenção de uma sociedade passiva e obediente.

Censura evidente

A lei da mordaça tem a intenção de censurar educadores e estudantes diante das possibilidades transformadoras da aprendizagem, sendo o conhecimento um processo de construção permanente.
O Estado, assim como a escola, são instituições sociais laicas. Pertence à escola a responsabilidade de dialogar sobre o multiculturalismo expresso nas diversas culturas religiosas. Também lhe cabe promover uma educação que inclua a diversidade de gênero, assegurando que o ensino cumpra seu papel como previsto em Constituição: em seu artigo 6°, estabelece-se a educação como um direito de todas e todos, bem como as condições para acesso e permanência que devem ser proporcionadas pelo Estado. Nesse sentido, é necessário compreender que nos tempos atuais nos deparamois com as drásticas estatísticas de homicídios relacionados a LGBTfobia; com o racismo ligado ao genocídio da juventude negra e periférica do Brasil; com feminicídio e a cultura da violência contra a mulher; e como o extermínio dos povos originários, que vem caracterizando nosso país como um país que pratica a intolerância fomentada ao ódio.
A lei da mordaça tem a intenção de censurar educadores e estudantes diante das possibilidades transformadoras da aprendizagem, sendo o conhecimento um processo de construção permanente.
Nesse contexto, a comunidade escolar, assim como as e os estudantes e os professores e as professoras, deve estar presente e em luta para defender um projeto popular para a educação. Colocar uma mordaça nas diversas concepções pedagógicas não faz avançar o sistema educacional do Brasil, que já ocupa vergonhosa colocação de 60° entre 76° países no ranking mundial de educação. Não podemos aceitar mais retrocessos; precisamos caminhar juntos por um ensino que represente o povo, que seja gratuito e laico, que respeite os direitos humanos e que esteja sempre aberta a novos debates.

21 de agosto de 2016

“Ouro é nosso, mas a glória é de Deus” ou não!

Por: Jonas J. Berra



Pessoalmente não sinto alegria alguma em tirar a ilusão das pessoas, até porque poucos dão importância ao que eu escrevo em minhas redes sociais. Porém, depois de estudar a bíblia, a teologia e a espiritualidade, posso dizer com bastante convicção que dentro de uma crença ou fé em um único deus, cristão ou seja lá de qualquer outra religião (islâmica ou budista), um deus justo (entendendo a justiça como um conceito humano) não interferiria numa disputa entre duas pessoas ou entre dois times, independentemente da fé de cada um ou de cada país.

17 de agosto de 2016

Olimpíada de Filosofia em Curitiba

Em todo o Brasil universidades estão divulgando as Olimpíadas de Filosofia. Em Curitiba o evento está sendo organizado pela Uninter, com o apoio da UFPR.

As inscrição estão abertas até dia 31 de agosto de 2016.

Para mais informações basta acessar o link http://www.olimpiadadefilosofia.com.br/