30 de outubro de 2014

Debate : Noam Chomsky e Michel Foucault

Qual possibilidade de se falar de natureza humana? Qual seria a sociedade ideal? Este debate ocorrido entre estes dois pensadores contemporâneos vai girar em torno destas duas perguntas capitais, que vem acompanhando o homem no curso de sua existência. 
Ainda que tenha ocorrido em 1971, o debate é capaz de  dialogar, e até mesmo desestabilizar o conhecimento antropológico e político do século XXI através de perguntas e críticas substanciais, versando pelas diversas áreas do conhecimento.

8 de outubro de 2014

Lançamento: 10 lições sobre Hobbes

Por: Jonas J. Berra


"O homem é o lobo do Homem" (Hobbes)
  A coleção 10 lições da Editora Vozes coordenada por Flamarion Tavares Leite apresenta de modo introdutório as principais ideias de vários pensadores da filosofia (desde filósofos medievais como Agostinho a contemporâneos como Foucault).
    O texto sobre Hobbes foi escrito por Fernando Magalhães, que teve o cuidado de acessar as obras originais do filósofo inglês. A vantagem disso está em não ser uma leitura mediada por terceiros, ou seja, ser uma releitura da leitura. 
   O livro de Magalhães é rico em notas de rodapé, onde é possível encontrar as referências das páginas dos textos originais de onde o autor retira algumas citações. Além disso, os comentários do autor facilitam a compreensão de questões mais técnicas e o desdobramento para outros aspectos que não caberiam ao presente texto. Isso é muito importante para o leitor mais crítico.

2 de outubro de 2014

Desocupação do Bairro Pinheirinho. Você Lembra? Eles não esquecem!

Por: Everton Marcos Grison
Fonte: Folha

          5:32 da manhã de 22 de janeiro de 2012, havia chovido e a tendência era que choveria mais. Uma data para não ser esquecida. Neste dia tivemos uma clara demonstração do autoritarismo que vigora no Brasil, postura de ordem e dominação de uma minoria criminosa, que esfola a população de forma contundente e continuada. A desocupação do bairro pinheirinho (SJC) “foi uma operação de guerra contra a população”.[1] O Estado, representado pela polícia, agiu mais uma vez de modo truculento e desnecessário. De um lado os helicópteros, os blindados, a tropa de choque, as bombas e os tiros de borracha, do outro, a população desinformada, assustada, violentada, correndo do ataque jurídico-imobiliário-policial para salvarem a si próprios, as crianças, cadeirantes, idosos, todos amedrontados e vendo o sonho de ter o seu espaço, sendo tomado à força desproporcional pela especulação imobiliária. Uma data triste para ser lembrada, na qual a injustiça social ganhou voz e deu o seu veredito; “danem-se vocês”.