27 de setembro de 2014

A PSICOLOGIA SOCIAL A PARTIR DOS DESAFIOS DE VIVER, CRIAR E PENSAR-SUBJETIVAR HOJE

Fonte
Por: EDINEI MARCOS GRISON


INTRODUÇÃO

          A psicologia social tende a muitos enfoques sobre muitas questões. Deste modo, uma visão de conjunto torna-se uma atitude audaciosa e de difícil estruturação. Mas, no entanto, cabe-nos motivar por este ensaio, a reflexão crítica e a problematização de questões – problemas do séc. XXI.

          Como enfatiza Florestam Fernandes, mais do que simplesmente descrever fatos e fenômenos sociais, devemos interpretá-los. Tal convicção tem como pano de fundo, o pensar crítico e uma abordagem conjectural de cada século, pois também é intuito deste labor, a exemplo de Zygmunt Bauman, mostrar como é a pós-modernidade, as relações e os agenciamentos de relações. Em demasia vive-se segundo uma metanóia3, mudança, mutação a cada instante, descartando até mesmo da humanidade de seu lar humano.

24 de setembro de 2014

Exposição das Tripas – Paulo Sandrini

Por: Everton Marcos Grison





O livro com o dorso ladeado por parafusos

          Escrever é ato de esquizofrenia, é incomodo constante, muito além da religião e da atualidade reduzida aos 140 caracteres. Sobrará espaço para a poesia após a passagem meteórica do twitter pela vida das pessoas? E a literatura? E a experimentação, aquele processo precedido de uma eloquente intenção que busca pulverizar o mundo com a pólvora da provocação? A sabedoria vai muito além dos 140 caracteres, aliás, ela é anterior. O sapere é perene, o twitter sobrevive do agora. Cada vez mais o diagnóstico de que tudo está acabado dá uma piscadela, mas, restam processos de abstração, entendida não como elucubração, ao contrário, como recorte único e potencializado e por assim ser, levando consigo o nome de exposição.

23 de setembro de 2014

Diálogos com a Escola da Ponte

Por: Everton Marcos Grison


     
  A escola tem vivido desafios gigantescos na era da velocidade. A educação tem sido provada diariamente, no que diz respeito à atualização, competência, viabilidade e precisão. Sociedade e famílias tem legado a escola o básico, o intermediário e avançado, no processo de construção do sujeito educado e pensante. Para responder aos desafios lançados, muitas escolas e a própria educação tem se voltado para uma revisão de práticas, ousando em inovações ou enrijecendo processos e centralizando as atitudes em polos isolados. É bastante positivo que a escola não esteja dando conta dos desafios, das urgências, pois assim, permanece aberta a possibilidade de novas ideias e novos caminhos. A Educação e a escola se fazem como processo de construção e não como fim acabado. 

21 de setembro de 2014

A filosofia e seus incômodos: o problema da escolha de um livro didático

Por: Jonas J. Berra

    A cada três anos os professores das escolas estaduais do Paraná precisam escolher o livro didático que deverá ser utilizado como material pedagógico. Para isso, os professores de cada disciplina se reúnem e discutem as vantagens e desvantagens de cada livro. Antes disso, os exemplares de novas edições de cada disciplina são encaminhados previamente às escolas pelas editoras para que sejam analisados pelos professores. São os chamados materiais de divulgação. Nem todos os livros publicados pelas editoras chegam às mãos dos professores, apenas os que recebem a aprovação da Seed (Secretaria estadual de educação).

11 de setembro de 2014

DVD - Uma História do Comunismo: a Fé do Século XX

Fonte: Caros amigos
Sinopse:
Uma minissérie inédita do canal francês ARTE sobre a fascinante história do maior fenômeno sociopolítico do último século, da Revolução Russa de 1917 até a queda da União Soviética. Este Digistack com 2 DVDs traz a obra em sua versão integral com quase quatro horas. Dos mesmos produtores do sucesso Adeus, Camaradas!
A partir de depoimentos de renomados historiadores e de imagens raras de arquivos históricos da Rússia, da China, dos Estados Unidos e de vários países europeus, Patrick Rotman e Patrick Barbéris, dois jornalistas especializados em história e geopolítica, reconstituem a trajetória de um dos mais polêmicos sistemas ideológicos de todos os tempos. Um programa indispensável para educadores, estudantes e pesquisadores.

Disponível para compra em: Caros amigos


9 de setembro de 2014

Teoria das Mídias Digitais: Linguagens, Ambientes e Redes


Por: Edinei M. Grison.

É inegável a hipervalorização das mídias, das realidades digitais, processos e andamentos velozes que as tecnologias da informação e comunicação têm sustentado no século XXI. A vida contemporânea, individual ou social tem como atributo fundamental, as mídias e seus processos de relação com o tempo e espaço tecnológicos.
Para entender, interpretar, sacar os sentidos de muitas ações envolvendo as tecnologias e mídias já existem teorias em labuta, intentando problematizar, dirigir respostas para esta nova forma de sociedade, agora, a partir de redes interconectadas e mídias digitais.
Conceitos tais como: CyberBits, cibercultura passaram a fazer parte do vocabulário corriqueiro, da vivência cotidiana de muitos agentes sociais, impotentes à falta de redes e tecnologias. Redes, mídias digitais, a vida conectada, a cultura digital, as linguagens midiatizadas são algumas das características do homem e da sociedade cibercultural.
O livro de: Luiz Mauro Sá Martino, Teoria das Mídias Digitais, impresso pela editora Vozes em 2014, apresenta uma linha dorsal de forma teórica, conceitual e esquemática os desdobramentos das linguagens, dos ambientes e das redes na tida sociedade da tecnologia e informação. O livro é dividido didaticamente em 09 capítulos, dialogando com teóricos e conceitos, a fim de teorizar e imprimir um olhar possível sobre as mídias digitais e seus processos na sociedade do século XXI.

Desafie-se na arte de ler e interpretar!

Este livro da editora Vozes pode ser adquirido em Curitiba pelo Telefone (41) 32331392. 

1 de setembro de 2014

A Cegueira nossa de cada dia: sobre a terceirização das relações humanas

Por: Everton Marcos Grison

“É regra invariável do poder que, às cabeças
o melhor será cortá-las antes que comecem a pensar, 
depois pode ser demasiado tarde[1]”.


          José Saramago (1922-2010), grande escritor português, prêmio Nobel de literatura em 1998, deixou para a humanidade um legado literário marcado pela distopia e a provocação. Dentre suas obras, o Ensaio sobre a Cegueira[2] (1995) destaca-se, pois descreve um processo de cegueira que vai acometendo os habitantes de uma cidade. Os cegos são colocados em um manicômio desativado e ali têm que viver e organizar seu espaço e suas relações da maneira que for possível. O quadro que se desenvolve é uma completa calamidade, de rebaixamento do humano à sua partícula mais perversa e maldosa: todos cegos de si e dos outros. O livro é dilacerante. A cegueira escrita por Saramago é uma resposta para uma pergunta não feita, mas uma provocação necessária: qual é a cegueira nossa de cada dia?