30 de abril de 2014

"Há Esperanças, só não para nós". Sobre a greve dos professores do Paraná

Por: Everton Marcos Grison



Vídeo que ilustra o tom da ruas:
    Franz Kafka, importante escritor contemporâneo, disse a frase que intitula este texto: "Há esperanças, só não para nós". Esta frase descreve a atual situação da educação do Paraná. Pode até haver jeito, mas as variadas demonstrações são de que, para nós não. 
    Isso se inscreve de forma clara na greve que foi orquestrada nos últimos sete dias. A situação da educação não chega nem a ser caótica, está pior que o caótico. Se falássemos de caótico estaríamos elogiando uma situação que é muito pior. Deixando de lado as formulações, orquestradas por pessoas que não acompanharam as mobilizações, que não estavam nas ruas e não viram o que se desenrolou, informando-se através dos jornalecos brasileiros, precisamos ponderar alguns pontos. 
      Primeiramente, não houve nenhuma proposta do governo do Estado do Paraná. Todos os compromissos feitos pelo governo não são propostas, visto que a lei já lhe obriga que cumpra, por exemplo; contratos claros para os professores PSS, hora atividade, salário base, condições estruturais das escolas, etc. Desta maneira, continuamos em estaca zero, e o governo do estado sai fortalecido desse processo, pois soube dirigir toda a situação de forma organizada.

24 de abril de 2014

Caniços Pensantes: Nietzsche, Pascal e Agostinho*



Fonte: Web
Por: Oséias Marques Padilha

Ainda no século XVII o filósofo francês Blaise Pascal afirmou: “O homem não é senão um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante”¹. Um caniço que mesmo tendo ultrapassado o céu, pisado o solo Lunar, continua sendo “Um nada com relação ao infinito, um tudo com relação ao nada, um meio entre o nada e o tudo, infinitamente afastado de compreender os extremos; o fim das coisas e seu princípio estão para ele invencivelmente escondidos num segredo impenetrável”².

16 de abril de 2014

O Ouro de Tolo; três pontos fundamentais para se entender os mitos

Por: Everton Marcos Grison

Capa da 34ª edição do livro. Fonte: Web
        É difícil encontrar alguém que ao menos, não tenha ouvido falar do livro; “O Livro de Ouro da Mitologia – histórias de deuses e heróis”, de autoria de Thomas Bulfinch (1796-1867). Este livro serviu de referencial para muitos interessados em mitologia, seja um público mais geral ou, aquela clientela especializada. São infindáveis os textos e até os vídeos disponíveis na internet, apresentando e vangloriando o trabalho de Bulfinch. Por outro lado, é muito curioso que inexistam críticas sobre o livro. Acreditamos que o livro possui problemas e se serviu de referência, não serve mais.
        Nosso objetivo não é desacreditar o livro e muito menos o autor, mas, depois do surgimento de pensadores comprometidos com os mitos como Mirceia Eliade[1], Jean-Pierre Vernant[2] e o brasileiro Junito de Souza Brandão[3], o livro de Bulfinch precisa ser criticado, ou seja, toda a investidura de aura que muitos leitores lhe atribuíram, em verdade, tem muito de leitura simplista e desavisada, que encara os mitos como histórias para passar o tempo, como fábulas, parábolas ou lendas. Ao criticarmos o livro de Bulfinch, temos também por objetivo, apontar três pontos essenciais, mas não os únicos, vistos como básicos para entendermos os mitos.

10 de abril de 2014

A Farsa move montanhas; Os Protocolos dos Sábios do Sião

     Por: Everton Marcos Grison

Capa da 3ª edição  dos Protocolos
publicados no Brasil. Sua primeira tradução
para o português foi feita pelos anos de 1930.
     A farsa move montanhas, destitui governantes, prejudica pessoas, aniquila individualidades, além de fundamentar em grande medida, os complôs ao longo da história. E a história é marcada pela existência de inúmeros complôs, com interesses e alcances dos mais variados, chegando inclusive a mover montanhas. 
      O tema da farsa, da informação manipulada e reificada a bel prazer, foi objeto de pesquisa de muitos pensadores, seja na área científica ou literária. Na literatura são infindáveis os livros que tratam de complôs, sociedades secretas. A questão é que enquanto se mantém no campo literário, servindo-se da fantasia e da farsa, tais escritos funcionam de forma interessante, mexendo com o imaginário dos leitores, mas não movem montanhas.

4 de abril de 2014

Problemas das Ideologias no Estado Autoritário Brasileiro

          Por: Edinei Marcos Grison

      As raízes do Brasil[1] declaram os dilemas políticos, econômicos e sociais que determinaram o processo histórico no seu desenrolar como um Estado autoritário. Não há como negar a formação autoritária do Estado brasileiro[2] pela escravatura, independência (sem revolução) oligarquias, coronelismo (ligando a enxada e voto),[3] ditaduras (Vargas (projeto de nação 1930), Militares (progresso através da ordem) et. al.) pelas pseudas e demagógicas democracias (participação frustrada do povo brasileiro no governo) das eras Lula e Dilma[4].
          A partir do sonho da democracia, a história política do Brasil confunde-se em sua identidade com extremos, a saber: a harmonia e o conflito, os explorados e exploradores, senhores e servos, eleitores e eleitos (mais fácil pelo cabresto) analfabetos, letrados, cidadãos, corpos sem alma, árvores do poder discreto e cepas inférteis. Por conseguinte, os donos do poder[5] parecem compactuar com ideologias diversas, anacrônicas, dialéticas em prol do poder, domínio, propriedade e manutenção do poder, segundo uma publicação da Carta Capital de 02 de Abril de 2014[6]. É verdade que existem maçons que defendam a grande contribuição da Revolução de 1964. Uma bestialidade disfarçada de superioridade espiritual e intelectual.