20 de janeiro de 2014

NIETZSCHE: O TRABALHO ENQUANTO ASCESE E ANULAÇÃO DA PESSOA

         
Por: Oséias Marques Padilha 

Cena do filme Tempos Modernos,de Charlie Chaplin
Vicejava na Europa do século XIX, o frenesi característico da cultura capitalista sob o eco de Benjamim Franklin “Lembra – te que tempo é dinheiro”. Cada vez mais intenso no cotidiano do homem europeu, Nietzsche vê este legado americano surgir como um imperativo ascético, trazendo não o progresso, mas antes um retrocesso à vida, em razão de avaliá-la tão somente sob a perspectiva da economia. 
Diante disso, em Humano Demasiado Humano o filósofo alemão afirma que “Todos os homens se dividem, em todos os tempos, e também hoje, em escravos e livres, pois aquele que não tem dois terços do dia para si é escravo, não importa o que seja: estadista, comerciante, funcionário ou erudito.” (NIETZSCHE, 2000, pag.191).