26 de novembro de 2014

Sociologia da Comunicação - teoria e ideologia (Gabriel Cohn)

Por: Everton Marcos Grison
           


          Uma das questões de caráter urgente que o Brasil precisa resolver trata da regulamentação da mídia. Para a internet, o Marco Civil estabeleceu parâmetros mínimos a uma convivência ética, sem possuir de forma alguma, interesse de reprimir ou cercear expressão. Quem fala a partir de então, arca com o que diz. Entretanto, quando falamos de mídia tradicional (jornais, revistas e TV), não há uma regulamentação. Desta maneira, figuras carimbadas, religiosos e grandes magnatas, disseminam o ódio, a violência, instigando a população a agir com as próprias mãos, diante da desigualdade aberrante em nosso país. Tais acontecimentos evidenciaram-se no último processo eleitoral, ocorrido em outubro e que, foi permeado por manifestações midiáticas, tanto para a esquerda, quanto para a direita, do pior tipo de manipulação; a mentira.

6 de novembro de 2014

As Narrativas de A. Gordon Pym: entre as fronteiras da existência e os caprichos da fome

Por: Everton Marcos Grison

“...ao longo dos quatro dias 

para sempre memoráveis de 17, 18, 19 e 20 de junho”...


          As questões que dizem respeito à existência humana, sejam tratando sobre seu sentido ou real necessidade, inquietaram muitos indivíduos que diante da complexidade; EU EXISTO, pararam à presença de um real problema filosófico. Não são poucas as situações em que as pessoas precisam dar um significado a própria existência. Diante de situações catastróficas e limites, tal exigência torna-se muito asseverada. 

          O personagem de Edgar Allan Poe (1809-1849), chamado Arthur Gordon Pym, que se apresenta através de um relato de bordo, parte de sua autoria, parte de autoria de um senhor Poe; “... se verá o quanto do relato que segue é de meu próprio punho, e se compreenderá também que nenhum fato foi mascarado nas primeiras paginas escritas pelo Sr. Poe”. (p.17), depara-se com dilemas existenciais no barco em que viaja escondido, ajudado pelo amigo e filho do comandante da embarcação Augustus.

30 de outubro de 2014

Debate : Noam Chomsky e Michel Foucault

Qual possibilidade de se falar de natureza humana? Qual seria a sociedade ideal? Este debate ocorrido entre estes dois pensadores contemporâneos vai girar em torno destas duas perguntas capitais, que vem acompanhando o homem no curso de sua existência. 
Ainda que tenha ocorrido em 1971, o debate é capaz de  dialogar, e até mesmo desestabilizar o conhecimento antropológico e político do século XXI através de perguntas e críticas substanciais, versando pelas diversas áreas do conhecimento.

8 de outubro de 2014

Lançamento: 10 lições sobre Hobbes

Por: Jonas J. Berra


"O homem é o lobo do Homem" (Hobbes)
  A coleção 10 lições da Editora Vozes coordenada por Flamarion Tavares Leite apresenta de modo introdutório as principais ideias de vários pensadores da filosofia (desde filósofos medievais como Agostinho a contemporâneos como Foucault).
    O texto sobre Hobbes foi escrito por Fernando Magalhães, que teve o cuidado de acessar as obras originais do filósofo inglês. A vantagem disso está em não ser uma leitura mediada por terceiros, ou seja, ser uma releitura da leitura. 
   O livro de Magalhães é rico em notas de rodapé, onde é possível encontrar as referências das páginas dos textos originais de onde o autor retira algumas citações. Além disso, os comentários do autor facilitam a compreensão de questões mais técnicas e o desdobramento para outros aspectos que não caberiam ao presente texto. Isso é muito importante para o leitor mais crítico.

2 de outubro de 2014

Desocupação do Bairro Pinheirinho. Você Lembra? Eles não esquecem!

Por: Everton Marcos Grison
Fonte: Folha

          5:32 da manhã de 22 de janeiro de 2012, havia chovido e a tendência era que choveria mais. Uma data para não ser esquecida. Neste dia tivemos uma clara demonstração do autoritarismo que vigora no Brasil, postura de ordem e dominação de uma minoria criminosa, que esfola a população de forma contundente e continuada. A desocupação do bairro pinheirinho (SJC) “foi uma operação de guerra contra a população”.[1] O Estado, representado pela polícia, agiu mais uma vez de modo truculento e desnecessário. De um lado os helicópteros, os blindados, a tropa de choque, as bombas e os tiros de borracha, do outro, a população desinformada, assustada, violentada, correndo do ataque jurídico-imobiliário-policial para salvarem a si próprios, as crianças, cadeirantes, idosos, todos amedrontados e vendo o sonho de ter o seu espaço, sendo tomado à força desproporcional pela especulação imobiliária. Uma data triste para ser lembrada, na qual a injustiça social ganhou voz e deu o seu veredito; “danem-se vocês”. 

27 de setembro de 2014

A PSICOLOGIA SOCIAL A PARTIR DOS DESAFIOS DE VIVER, CRIAR E PENSAR-SUBJETIVAR HOJE

Fonte
Por: EDINEI MARCOS GRISON


INTRODUÇÃO

          A psicologia social tende a muitos enfoques sobre muitas questões. Deste modo, uma visão de conjunto torna-se uma atitude audaciosa e de difícil estruturação. Mas, no entanto, cabe-nos motivar por este ensaio, a reflexão crítica e a problematização de questões – problemas do séc. XXI.

          Como enfatiza Florestam Fernandes, mais do que simplesmente descrever fatos e fenômenos sociais, devemos interpretá-los. Tal convicção tem como pano de fundo, o pensar crítico e uma abordagem conjectural de cada século, pois também é intuito deste labor, a exemplo de Zygmunt Bauman, mostrar como é a pós-modernidade, as relações e os agenciamentos de relações. Em demasia vive-se segundo uma metanóia3, mudança, mutação a cada instante, descartando até mesmo da humanidade de seu lar humano.

24 de setembro de 2014

Exposição das Tripas – Paulo Sandrini

Por: Everton Marcos Grison





O livro com o dorso ladeado por parafusos

          Escrever é ato de esquizofrenia, é incomodo constante, muito além da religião e da atualidade reduzida aos 140 caracteres. Sobrará espaço para a poesia após a passagem meteórica do twitter pela vida das pessoas? E a literatura? E a experimentação, aquele processo precedido de uma eloquente intenção que busca pulverizar o mundo com a pólvora da provocação? A sabedoria vai muito além dos 140 caracteres, aliás, ela é anterior. O sapere é perene, o twitter sobrevive do agora. Cada vez mais o diagnóstico de que tudo está acabado dá uma piscadela, mas, restam processos de abstração, entendida não como elucubração, ao contrário, como recorte único e potencializado e por assim ser, levando consigo o nome de exposição.

23 de setembro de 2014

Diálogos com a Escola da Ponte

Por: Everton Marcos Grison


     
  A escola tem vivido desafios gigantescos na era da velocidade. A educação tem sido provada diariamente, no que diz respeito à atualização, competência, viabilidade e precisão. Sociedade e famílias tem legado a escola o básico, o intermediário e avançado, no processo de construção do sujeito educado e pensante. Para responder aos desafios lançados, muitas escolas e a própria educação tem se voltado para uma revisão de práticas, ousando em inovações ou enrijecendo processos e centralizando as atitudes em polos isolados. É bastante positivo que a escola não esteja dando conta dos desafios, das urgências, pois assim, permanece aberta a possibilidade de novas ideias e novos caminhos. A Educação e a escola se fazem como processo de construção e não como fim acabado. 

21 de setembro de 2014

A filosofia e seus incômodos: o problema da escolha de um livro didático

Por: Jonas J. Berra

    A cada três anos os professores das escolas estaduais do Paraná precisam escolher o livro didático que deverá ser utilizado como material pedagógico. Para isso, os professores de cada disciplina se reúnem e discutem as vantagens e desvantagens de cada livro. Antes disso, os exemplares de novas edições de cada disciplina são encaminhados previamente às escolas pelas editoras para que sejam analisados pelos professores. São os chamados materiais de divulgação. Nem todos os livros publicados pelas editoras chegam às mãos dos professores, apenas os que recebem a aprovação da Seed (Secretaria estadual de educação).

11 de setembro de 2014

DVD - Uma História do Comunismo: a Fé do Século XX

Fonte: Caros amigos
Sinopse:
Uma minissérie inédita do canal francês ARTE sobre a fascinante história do maior fenômeno sociopolítico do último século, da Revolução Russa de 1917 até a queda da União Soviética. Este Digistack com 2 DVDs traz a obra em sua versão integral com quase quatro horas. Dos mesmos produtores do sucesso Adeus, Camaradas!
A partir de depoimentos de renomados historiadores e de imagens raras de arquivos históricos da Rússia, da China, dos Estados Unidos e de vários países europeus, Patrick Rotman e Patrick Barbéris, dois jornalistas especializados em história e geopolítica, reconstituem a trajetória de um dos mais polêmicos sistemas ideológicos de todos os tempos. Um programa indispensável para educadores, estudantes e pesquisadores.

Disponível para compra em: Caros amigos


9 de setembro de 2014

Teoria das Mídias Digitais: Linguagens, Ambientes e Redes


Por: Edinei M. Grison.

É inegável a hipervalorização das mídias, das realidades digitais, processos e andamentos velozes que as tecnologias da informação e comunicação têm sustentado no século XXI. A vida contemporânea, individual ou social tem como atributo fundamental, as mídias e seus processos de relação com o tempo e espaço tecnológicos.
Para entender, interpretar, sacar os sentidos de muitas ações envolvendo as tecnologias e mídias já existem teorias em labuta, intentando problematizar, dirigir respostas para esta nova forma de sociedade, agora, a partir de redes interconectadas e mídias digitais.
Conceitos tais como: CyberBits, cibercultura passaram a fazer parte do vocabulário corriqueiro, da vivência cotidiana de muitos agentes sociais, impotentes à falta de redes e tecnologias. Redes, mídias digitais, a vida conectada, a cultura digital, as linguagens midiatizadas são algumas das características do homem e da sociedade cibercultural.
O livro de: Luiz Mauro Sá Martino, Teoria das Mídias Digitais, impresso pela editora Vozes em 2014, apresenta uma linha dorsal de forma teórica, conceitual e esquemática os desdobramentos das linguagens, dos ambientes e das redes na tida sociedade da tecnologia e informação. O livro é dividido didaticamente em 09 capítulos, dialogando com teóricos e conceitos, a fim de teorizar e imprimir um olhar possível sobre as mídias digitais e seus processos na sociedade do século XXI.

Desafie-se na arte de ler e interpretar!

Este livro da editora Vozes pode ser adquirido em Curitiba pelo Telefone (41) 32331392. 

1 de setembro de 2014

A Cegueira nossa de cada dia: sobre a terceirização das relações humanas

Por: Everton Marcos Grison

“É regra invariável do poder que, às cabeças
o melhor será cortá-las antes que comecem a pensar, 
depois pode ser demasiado tarde[1]”.


          José Saramago (1922-2010), grande escritor português, prêmio Nobel de literatura em 1998, deixou para a humanidade um legado literário marcado pela distopia e a provocação. Dentre suas obras, o Ensaio sobre a Cegueira[2] (1995) destaca-se, pois descreve um processo de cegueira que vai acometendo os habitantes de uma cidade. Os cegos são colocados em um manicômio desativado e ali têm que viver e organizar seu espaço e suas relações da maneira que for possível. O quadro que se desenvolve é uma completa calamidade, de rebaixamento do humano à sua partícula mais perversa e maldosa: todos cegos de si e dos outros. O livro é dilacerante. A cegueira escrita por Saramago é uma resposta para uma pergunta não feita, mas uma provocação necessária: qual é a cegueira nossa de cada dia?

26 de agosto de 2014

A ESTÉTICA DO CORPO: UMA FORMA PERFEITA OU SATISFATÓRIA DE SER¹?

Por:  Esthefany Lazzaretti[1]
Edinei M. Grison[2]
Lucélia Nardi dos Santos[3]



Fonte: hypeness
          É um tanto irônico, particularmente, estar escrevendo sobre culto ao corpo. Eu, que sou demasiadamente preocupada com a beleza, dietas, tratamentos, hidratantes, maquiagens, cremes, academia, caminhadas, tudo e mais um pouco que acredito deixar-me “bonita”; mas, escrevo sobre esse assunto porque, sinceramente, me interessa, preocupo-me com aonde esse culto todo pode nos levar. Digo nós pois este é um problema social: a maioria das pessoas preocupa-se em estar melhor para as avaliações do outro na sociedade do que para si mesmo.

21 de agosto de 2014

"Epistemologia" de Richard Fumerton - Ed. Vozes

Por: Jonas J. Berra

Às vezes algumas áreas da filosofia sofrem um pouco com o preconceito. Aquele em que se considera uma área menos importante ou menos relevante do que outra. Para quem não tem preconceitos em filosofia isso não vem ao caso. Mas o estudante pode partir da ideia de que a ética, por exemplo, é mais importante que a estética, ou que a política é mais útil que a ciência. E nisso consiste o preconceito mencionado. Quando, antes de se avaliar bem o assunto em questão, o estudante já o desqualifica sem conhecê-lo direito.

14 de agosto de 2014

Ainda nos cenários da Caverna

Por: Oséias Marques Padilha 

Fonte: Web
Diante do mar de sangue que estamos presenciando devido à guerra entre Israel e as facções palestinas, somos levados a fazer a seguinte pergunta: seria este século, o século do conhecimento ou da barbárie e da ignorância? Realmente, não estamos livres da Filosofia.
“As aparências enganam”, trata-se de um ditado popular, no qual encontramos implícito um antigo problema abordado pela filosofia que, no entanto, permanece latente na sociedade atual: o do contraste presente entre a realidade e a aparência.

Religiões em Movimento : o Censo de 2010


Por: Oséias Marques Padilha 

Organizado por Faustino Teixeira e Renata Menezes, o Livro Religiões em Movimento, reúne 19 artigos produzidos por especialistas de diversas áreas das ciências humanas que tratam sobre o panorama religioso no brasil com base nos números obtidos pelo censo de 2010. Números que foram divulgados somente no ano de 2012.
O presente livro traz através do Artigo produzido pelo antropólo Pierre Sanchis, uma análise acerca do crescente interesse no âmbito da academia pela questão do fenômeno religioso no Brasil, mesmo em meio a um contexto de uma secularização progressiva.

12 de agosto de 2014

Quanto vale Ou é por Quilo?



Um filme do Paranaense Sergio Bianchi, que nos leva a um questionamento acerca da verdadeira motivação do trabalho filantrópico. Em algumas ocasiões, como retrata o filme, é possível percebermos a forma como corporações se utilizam da miséria de uma determinada comunidade, se inserindo nela através de ações esporádicas que acabam não tendo um efeito a longo prazo, em razão de ter como intuito o marketing. Por isso, Sergio Bianchi compara então esta "solidariedade" ao antigo comércio de escravos. Um filme que vale a pena assistir, pois nos leva a pensar...



31 de julho de 2014

Obrigado a todos pelas mais de 1000 curtidas

Queremos agradecer aos amigos do Facebook pelo reconhecimento e pela colaboração que resultou no alcance de 1.005 curtidas. Voltaremos com as publicações neste mês de agosto. Compartilhem e incentivem o exercício do pensamento crítico, pensamento é ação! Um Abraço a todos! 

Editorial Reflexão Dialogada. 

30 de junho de 2014

Em Busca de Sentido – Viktor E. Frankl

Por: Jonas J. Berra

“Temo somente uma coisa: não ser digno do meu tormento”. Essas palavras de Dostoievsky ficaram gravadas na mente de Viktor E. Frankl e continuaram a voltar à sua consciência todas as vezes em que ele via o sofrimento e a morte das pessoas nos campos de concentração, cuja liberdade interior era um último consolo. Para Frankl, as pessoas que passaram pelos campos de concentração foram dignas dos seus tormentos porque foram capazes de provar que, apesar do sofrimento, há liberdade interior. Se existe alguma coisa que não se pode tirar do ser humano é sua liberdade interior. 

28 de junho de 2014

Filosofia: Temas e Percursos

Por: Everton Marcos Grison

Esta é uma obra voltada para o estudante do Ensino Médio Brasileiro. Nele são tratados temas clássicos da filosofia, mas também filósofos antigos, modernos e contemporâneos cujas reflexões contribuem decisivamente para o entendimento da vida atual.

A história do pensamento é nesse livro articulada com o estudo de sistemas e de contribuições individuais que, por seu relevo, conquistaram lugar perene na filosofia. Para atingir os objetivos de cada tema abordado são empregados detalhamentos, aproximações, ilustrações e concretizações que sem implicar em formulações reducionistas, permitem ao estudante apreender os conteúdos e as lógicas focalizadas.


24 de junho de 2014

"Lavoura Arcaica": verso e inverso da mesma semente



Fonte: Web
Por: Everton Marcos Grison

"Ninguém dirige aquele
que Deus extravia"
         
           Lúcifer tradução latina de Fósforo [“aquele que traz a luz”] (KURY, 1999, p. 156), foi o primeiro revolucionário no mundo religioso, pois plantou uma estaca na ordem do tempo, este demônio que a tudo mensura. Abalou o andar das coisas e salgou as feridas da onipresença e onisciência. Ele, o desgraçado, este animal selvagem e pestilento, a flor da maldade, instaurou o caos na existência ordeira e sempre a mesma da tradição divina. Por trazer a luz recebeu como troca as profundezas do inferno, para afogar-se na sua própria claridade e dúvida.
         André, nome de origem grega (Andreás), retirado do elemento andrós, que significa “homem”, “másculo”, “viril”, também possui presença marcante na bíblia. É mencionado no Novo Testamento como irmão de São Pedro[1]. Morreu crucificado em uma cruz em formato de X, chamada de “crux decussata”. Como seu irmão Pedro, não se achava digno de morrer como Cristo. É visto como aquele que possui ideias originais. André também é o antropônimo que se apresenta no livro Lavoura Arcaica de Raduan Nassar, identificando uma das figuras centrais.

22 de junho de 2014

O desastre de Chernobyl


Áreas radioativas podem precisar 
mais de 300 mil anos para serem habitáveis.
Este é um documentário que todos deveriam assistir. Trata-se da apresentação dos fatos do maior desastre nuclear que já existiu. Desde o início as pessoas foram enganadas. Receberam quantidades cavalares de radiação, enquanto o governo decidia o que fazer com elas. Veja por si mesmo:


18 de junho de 2014

La Classe Operária Van in Paradiso¹: Uma análise crítica do mundo do trabalho



Fonte: Web
Por: Edinei Marcos Grison

A história política da Itália foi determinante para que Élio Petri produzisse no cinema italiano o filme: La Classe Operaria Van in Paradiso. Não se refere a uma visão romântica do mundo do trabalho e das relações de produção capitalistas na indústria. Pelo contrário é uma clara denuncia dos movimentos de exploração e alienação da classe trabalhadora na Itália.
Vários são os elementos da realidade que proporcionaram a base para o desenvolvimento cinematográfico, a saber: a crise econômica italiana, advinda do fim da segunda guerra mundial, o avanço do partido de esquerda com orientação comunista, a greve geral de 1948, a participação de comunistas em resistências contra o fascismo e por fim, as mudanças capitalistas da década de 70 no mundo.

13 de junho de 2014

O Lado Sujo do Futebol

Pai e filho discutem durante protesto



Com muita coragem, pai tenta persuadir filho a desistir de manifestação. Será que faltou um diálogo mais constante em casa? Será tarde demais para estabelecer um diálogo, sendo que o filho já está convicto do que está fazendo? Alienação de quem se diz desalienado?
Veja abaixo:



6 de junho de 2014

Dostoiévski : um remanescente da casa dos mortos

Por: Oséias Marques Padilha

Fonte: Web
 Nascido na cidade de Moscou em 1821, na Rússia czarista, Fiódor Mikhálovitch Dostoiévski consagrou-se não só como um dos escritores mais célebres da literatura russa, mas também da literatura universal. Foi autor de inúmeras obras, como Gente Pobre (1846), Memórias do Subsolo (1864), Crime e Castigo (1866), Irmãos Karamázov (1880), entre outras, recebidas de forma muito positiva pela crítica da época.
Dostoiévski, provido de uma habilidade psicológica singular, é capaz de despertar no leitor a angústia vivida por um criminoso diante de um conflito ético, antes e depois da consumação de um homicídio (Crime e Castigo); também de conduzi-lo à mente de um paradoxalista anônimo com seus pensamentos labirínticos, a ponto de partilhar de sua irascibilidade, seu tédio, seu triunfo e sua derrocada (Memórias do Subsolo).  Quem lê Dostoiévski tem a sensação de nunca ter fechado o livro, uma vez que suas histórias, costuradas a partir de retalhos colhidos de sua própria época, nos despertam para nossa humanidade e o seu aspecto mais obscuro, o qual assombra até mesmo a alma mais piedosa, ainda que esta tenha um mosteiro como seu lar (Irmãos Karamázov).

5 de junho de 2014

A onda - filme completo




Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.
• Palavras-chave: baseado em fatos, fascismo, suicídio.


29 de maio de 2014

O falso ídolo ressurge: o Brasil na mira de uma das maiores fraudes da ciência moderna

Por: Jonas J. Berra

Time: 9 de janeiro de 2006. O ídolo caído
          O título é bastante sugestivo, mas não tem o objetivo de fazer qualquer insinuação de que a pesquisa científica no Brasil seja infrutífera, ou que algum pesquisador brasileiro seja responsável por alguma fraude grave. Dessa vez vamos poupar o Brasil das críticas. Iremos mostrar a relação que há entre nosso país e o cientista Woo Suk Hwang, um coreano mundialmente conhecido pela fraude de pesquisas de células-tronco embrionárias humanas. 
       

19 de maio de 2014

A CoPa do MuNdO e o espaço de exceção. Curitiba um dos quintais da FIFA

Por: Everton Marcos Grison

Fonte: Web
“O esporte é um filho do progresso,
e já contribui por conta própria
para a imbecilização da família”[1]

            São muitas as questões que envolvem o assunto Copa do Mundo FIFA no Brasil. Entre os muitos pontos a serem debatidos, nesta reflexão, optamos por centrar o esforço no tema do cordão de isolamento que será erigido nas proximidades dos estádios. Focaremos no caso de Curitiba, mas, a regra do “muito para poucos” parece repetir-se nas outras capitais sedes do evento. Tal cordão de isolamento nos dias de jogos transferirá ruas, espaços públicos, propriedades privadas e comércio, para a gestão da FIFA. Isso quer dizer que haverá um espaço de exceção[2] nesse período dos jogos.
         

13 de maio de 2014

Uma Paisagem Matizada: Gilberto Freyre e Octávio Ianni definindo o Brasil

Por: Edinei Marcos Grison.

                Com o pretexto de realizar um resgate teórico-biográfico de Gilberto Freyre e Octávio Ianni, apresenta-se o Brasil como morada de raças, conciliações e desigualdades no presente ensaio. Tais matizes mesclam o Brasil mestiço de Freyre e o desigual de Ianni na construção das noções que definem o Brasil no que tange a cultura, sociedade e poder.

 
Fonte: Web
              
Para tanto, em Gilberto Freyre existe uma complementariedade entre as obras: Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mucambos. A história social do patriarcado brasileiro cruza o espaço das duas obras. Os processos de subordinação são pontuados a partir da lógica funcionalista, amplamente trabalhada na sociologia clássica de Émile Durkheim[1]. A conciliação entre as partes para Freyre fundamenta a relação entre o senhor e o escravo, entre a casa e a rua, entre o sobrado e o mucambo, a partir da tese de que a pátria Brasil, é de todos. Assim exemplifica Freyre (2004, p.29):

[...] evitando estímulos sem justo motivo; todos somos filhos da Patria; ella [sic] pertence a todos; nós a devemos amar, socorrer, defender e pôr em socego, por que isto redunda em nosso benefício; haja união bem serrada em nossas almas...
                                                                                                  

XX Semana Filosófica do ISTA


Mais informações: http://ista.edu.br/

30 de abril de 2014

"Há Esperanças, só não para nós". Sobre a greve dos professores do Paraná

Por: Everton Marcos Grison



Vídeo que ilustra o tom da ruas:
    Franz Kafka, importante escritor contemporâneo, disse a frase que intitula este texto: "Há esperanças, só não para nós". Esta frase descreve a atual situação da educação do Paraná. Pode até haver jeito, mas as variadas demonstrações são de que, para nós não. 
    Isso se inscreve de forma clara na greve que foi orquestrada nos últimos sete dias. A situação da educação não chega nem a ser caótica, está pior que o caótico. Se falássemos de caótico estaríamos elogiando uma situação que é muito pior. Deixando de lado as formulações, orquestradas por pessoas que não acompanharam as mobilizações, que não estavam nas ruas e não viram o que se desenrolou, informando-se através dos jornalecos brasileiros, precisamos ponderar alguns pontos. 
      Primeiramente, não houve nenhuma proposta do governo do Estado do Paraná. Todos os compromissos feitos pelo governo não são propostas, visto que a lei já lhe obriga que cumpra, por exemplo; contratos claros para os professores PSS, hora atividade, salário base, condições estruturais das escolas, etc. Desta maneira, continuamos em estaca zero, e o governo do estado sai fortalecido desse processo, pois soube dirigir toda a situação de forma organizada.

24 de abril de 2014

Caniços Pensantes: Nietzsche, Pascal e Agostinho*



Fonte: Web
Por: Oséias Marques Padilha

Ainda no século XVII o filósofo francês Blaise Pascal afirmou: “O homem não é senão um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante”¹. Um caniço que mesmo tendo ultrapassado o céu, pisado o solo Lunar, continua sendo “Um nada com relação ao infinito, um tudo com relação ao nada, um meio entre o nada e o tudo, infinitamente afastado de compreender os extremos; o fim das coisas e seu princípio estão para ele invencivelmente escondidos num segredo impenetrável”².

16 de abril de 2014

O Ouro de Tolo; três pontos fundamentais para se entender os mitos

Por: Everton Marcos Grison

Capa da 34ª edição do livro. Fonte: Web
        É difícil encontrar alguém que ao menos, não tenha ouvido falar do livro; “O Livro de Ouro da Mitologia – histórias de deuses e heróis”, de autoria de Thomas Bulfinch (1796-1867). Este livro serviu de referencial para muitos interessados em mitologia, seja um público mais geral ou, aquela clientela especializada. São infindáveis os textos e até os vídeos disponíveis na internet, apresentando e vangloriando o trabalho de Bulfinch. Por outro lado, é muito curioso que inexistam críticas sobre o livro. Acreditamos que o livro possui problemas e se serviu de referência, não serve mais.
        Nosso objetivo não é desacreditar o livro e muito menos o autor, mas, depois do surgimento de pensadores comprometidos com os mitos como Mirceia Eliade[1], Jean-Pierre Vernant[2] e o brasileiro Junito de Souza Brandão[3], o livro de Bulfinch precisa ser criticado, ou seja, toda a investidura de aura que muitos leitores lhe atribuíram, em verdade, tem muito de leitura simplista e desavisada, que encara os mitos como histórias para passar o tempo, como fábulas, parábolas ou lendas. Ao criticarmos o livro de Bulfinch, temos também por objetivo, apontar três pontos essenciais, mas não os únicos, vistos como básicos para entendermos os mitos.

10 de abril de 2014

A Farsa move montanhas; Os Protocolos dos Sábios do Sião

     Por: Everton Marcos Grison

Capa da 3ª edição  dos Protocolos
publicados no Brasil. Sua primeira tradução
para o português foi feita pelos anos de 1930.
     A farsa move montanhas, destitui governantes, prejudica pessoas, aniquila individualidades, além de fundamentar em grande medida, os complôs ao longo da história. E a história é marcada pela existência de inúmeros complôs, com interesses e alcances dos mais variados, chegando inclusive a mover montanhas. 
      O tema da farsa, da informação manipulada e reificada a bel prazer, foi objeto de pesquisa de muitos pensadores, seja na área científica ou literária. Na literatura são infindáveis os livros que tratam de complôs, sociedades secretas. A questão é que enquanto se mantém no campo literário, servindo-se da fantasia e da farsa, tais escritos funcionam de forma interessante, mexendo com o imaginário dos leitores, mas não movem montanhas.