19 de novembro de 2013

O Que É Isso, Companheiro?

8 comentários :

José Galisi Filho disse...

Olá, Jonas, espero que esteja tudo bem com voce. Há algumas semanas, tentei resolver o tal de Enem, cujo nome deveria ser "O Eminem", o rap diabolico do submarxismo, e nao acertei nenhuma das 50! Sei que voce é professor concursado da rede pública e pensei, envergonhado,que qualquer tentativa para uma educacao liberal, republicana, baseada no pluralismo, está na defensiva neste novo Brasil. Aquela questao de Marx sobre a determinacao das "forcas produtivas" e economicas é um escandalo, um insulto à inteligencia do aluno, daquele cidadao que voce procura educar para o futuro. Eu sinceramente nao sabia que as coisas tinham ja chegado a esse ponto, pois certamente seu aluno diria: Nao nao concordo, isso é ideologia, foi refutado pela histopria, voces sao o que sempre foram, pequenos ditadores que nunca aceitaram uma opiniao contraria e exterminaram milhoes em nome dessas mesmas "forcas produtivas", nao, Sr. o Jonas nao me ensinou a pensar assim. Em todos os momentos da historia cultural brasileira no pós-guerra, o crescimento economico sempre veio acompanhado de grandes avancos culturais e artisticos, mas nao com o PT nestes ultimos 12 anos e suas infames cotas raciais, criando um apartheid oficial. Ha tantos Brasis nessa confederacao, nao e verdade, mas eles estao descosturando isso de maneira irreversivel. A prova é um insulto nessa ideologia primaria, ela é mesmo ilegal, pois a propria lei brasileira nao permita que o Estado nos imponha qualquer ideologia tendenciosa. A resposta oficial para passr na prova é a "adesao", um estelionato à inteligencia do aluno: se voce nao concorda conosco, com os petralhas, o tal de Stalin sem Gulag da Papuda, que nao admite ser tratado como qualquer outro prisioneiro, entao voce nao passa na prova. Fiqeui super deprimido depois disso, mas tudo bem, continue seu trabalho. Eu ja desistir ha muito de ser professor, jogeui a toalha. So queria ver o fim da estabilidade de emprego na universidade publica. Este post abaixo foi minha resposta a estes analfabetos, mas eu ja decidi que se continuar a ler noticias sobre o Brasil vou acabar tendo um troco. Continue seu trabalho. Ele e mais necessario do que nunca Um abraco

http://urania-josegalisifilho.blogspot.de/2013/11/the-revolutionary-holocaust-against-all.html

Prof. Jonas J. Berra disse...

Interessante seu comentário José. Vou pensar um tempo pra responder! Obrigado pela colaboração!

José Galisi Filho disse...

Jonas, esta é a integra da coluna de Polibio Braga (RS) com os comentários

ENEM 2013: virou lata de lixo dos anacronicos
Da coluna diaria do jornalista Políbio Braga:

Petistas tentam lavagem cerebral até nas provas do Enem
Sabado, 26/10/2013


O editor recebeu várias mensagens de estudantes que fizeram a prova do Enem. A seguir, vai a mais indignada delas:

- Fiquei abismado com o conteúdo da prova do ENEM. Alguém deveria fazer algo a respeito, pois a tentativa de lavagem cerebral é descarada! As questões apresentaram temas retrógrados e desnecessários, todos relacionados com a visão comunista. Daquelas que eu me lembro, as respostas eram tipo " os burgueses que exploram o pobre", "os comunistas que lutaram pela pátria na Espanha". Em outra questão, a resposta era a seguinte: "Todo mundo é legal, menos os EUA". E você é obrigado a marcar isso. Fora os textos de Marx e Engels. É inadmissível que isso ocorra em 2013.
Me deu vontade de rir. Sem falar que tinha até texto de integrantes do MST. Uma verdadeira prova no PT

Silas Alves Duarte, Porto Alegre, RS.

Anônimo disse...
Realmente Políbio, saí enojado da prova. Estão transformando o Brasil numa Venezuela, isso é vergonhoso.
26 de outubro de 2013 22:49
Anônimo disse...
COM RAZÃO E INCLUSIVE AS PROVAS PARA OS CONCURSOS PÚBLICOS FEDERAIS TAMBÉM APARECEM QUESTÕES NO MESMO SENTIDO SOBRE A IDEOLOGIA COMUNISTA QUE É O MELHOR PARA O NOSSO PAIS, MARX E ENGELS.
26 de outubro de 2013 23:42
Anônimo disse...
Tá certo, estamos no poder viva a foice e o martelo kkkkkkkkkkkkkk
26 de outubro de 2013 23:48
Anônimo disse...
A grande marca das esquerdas, comparativamente com os conservadores, é a enorme desfaçatez, a descomunal caradura, e a audácia sem limites com que lutam pelo poder, apoiados nas massas.
Tudo em nome dos pobres e oprimidos, é claro.
O precursor deles não se dizia Deus?
27 de outubro de 2013 01:3

José Galisi Filho disse...

Seguem as consideracoes do brilhante professor Paulo Almeida, cujo blog é um farol nesse deserto de ideias.

A indigencia intelectual do Enem (a de seus formuladores, mais exatamente...)
A coisa se repete a cada ano: seja nos vestibulares, seja nos Enems da vida, nos Enads que não representam nada, em vários concursos enviesados (e isso inclui a diplomacia, também), sem falar, obviamente, do ensino médio, possivelmente o maior repositório mundial, de longe e hors concours, de besteirol por centimetro quadrado que é possível angariar no planeta, nos últimos dois ou três séculos (e isso graças aos professores debiloides que praticam a mais vulgar das contrafações "humanitárias", a favor dos pobres e dos oprimidos, contra o capitalismo perversos, os mercados desregulados e os loiros de olhos azuis, responsáveis por todas as nossas desgraças...
Eu gostaria de ter tempo, como esse jornalista, de escrever a respeito, pois certamente teria muita matéria prima para a minha série das falácias acadêmicas e para gozações sobre esses fatos da vida, que nas mãos (e nos pés) dos energúmenos do MEC (e seus apaniguados) se transformam em teorias sobre a salvação dos povos por via das políticas de inclusão, de benefícios sociais, ou de simples progressismo debilóide.
Mas, como não tenho tempo, deixo a tarefa para quem tem tempo e paciência para escrever sobre bobagens.
Realmente, eu tenho uma imensa pena dos nossos estudantes, obrigados a escutar, repetir e ter de concordar com a indigência intelectual que os companheiros da educação e as "saúvas freirenas" despejam encima deles. Pobres alunos, acabam ficando, pelo menos uma parte, como os quadrúpedes que dão aulas para eles...
Paulo Roberto de Almeida

José Galisi Filho disse...

E finalmente a coluna de Reinaldo Azevedo Part 1

O tema estúpido da redação do Enem, as mentiras do examinador e as duas exigências absurdas feitas aos estudantes. Ou: Intelectualmente falando, prova de redação deveria ser impugnada!
Reinaldo Azevedo, 5/11/2012

Não vi no detalhe a prova do Enem. Sei que professores de cursinho divergem sobre a resposta de algumas questões, a maioria relacionada a interpretação de texto, que costuma mesmo ser terra de ninguém. Mas não vou me ater a isso agora. Quero aqui comentar o tema da redação.
Poucas pessoas se deram conta de que o Enem — quem quer tenha elaborado a prova — deu à luz uma teoria e obrigou os pobres estudantes a escrever a respeito, a saber: “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI”. Ainda que houvesse efetivamente um fenômeno de dimensão tal que permitisse tal afirmação — não há —, cumpre lembrar que estamos apenas nos 12 primeiros anos do referido século.
“Século”, em ciências humanas, não é só uma referência temporal. É também um tempo histórico. Mais 30 anos podem se passar, sem que tenhamos chegado à metade do século 21, e podem diminuir drasticamente as correntes — que nem são fluxo nem são movimento — de migração para o Brasil. Tratar esse evento como característica de século é burrice. Provo: “O PT é o partido que mais elegeu presidentes no século XXI”. O que lhes parece? Ou ainda: “O PSDB é o maior partido de oposição do século XXI no Brasil”. Ou isto: “O PMDB, no século 21, participa de todos os governos”.
Ao estudante, são apresentados três textos de referência. Um deles trata da imigração para o Brasil no século 19 e começo do século 20 e de sua importância na formação do país. Um segundo aborda a chegada dos haitianos ao Acre, e um terceiro trata dos bolivianos clandestinos que trabalham em oficinas de costura em São Paulo.
Vejam que curioso. O examinador acabou fazendo a redação — e das ruins, misturando alhos com bugalhos. Tenta-se induzir os alunos a relacionar essas duas ocorrências recentes — a chegada de haitianos e de bolivianos — aos fluxos migratórios do passado, quando houve um claro incentivo oficial à entrada de imigrantes. Os fatos de agora não guardam qualquer relação de forma ou conteúdo com o que se viu no passado.

José Galisi Filho disse...

Part 2


Mas e daí? O Enem não está interessado em rigor intelectual — e bem poucos alunos do ensino médio teriam, com efeito, crítica suficiente para estabelecer as devidas diferenças. A prova não quer saber dessas diferenças — e chego a temer que um aluno mais preparado e ousado, coitado!, possa quebrar a cara. Um ou outro poderiam desmoralizar a “teoria”, com o risco de ser desclassificado.
Na formulação da proposta, pede-se que o aluno trate do tema “formulando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos”. Assim, exige-se do pobre que, além de defender e sustentar com argumentos uma tese estúpida, ainda se comporte como um verdadeiro formulador de políticas públicas ou, sei lá, um especialista em populações.
Essas duas exigências foram já incorporadas às provas de redação do Enem. Muito bem: digamos que um estudante seja contrário a que se concedam vistos a quaisquer pessoas que cheguem clandestinas ao Brasil, defendendo que sejam repatriadas. Esse aluno hipotético estaria apenas cobrando respeito à lei — pela qual deve zelar o Poder Público — o mesmo Poder Púbico que realiza a prova.
Digam-me cá: a repatriação de clandestinos é uma “intervenção aceitável”, ou o estudante está obrigado a concordar com o examinador, como há de ceder que, afinal, dois mais dois são quatro? A repatriação, no caso, seguindo os passos das leis democraticamente instituídas no Brasil, caracteriza um atentado aos direitos humanos? Até agora, o próprio governo federal não sabe o que fazer com os haitianos, e o Ministério Público do Trabalho não consegue coibir a exploração da mão de obra boliviana. Por que os estudantes teriam de ter para isso uma resposta?
Atenção! Eu nem estou aqui a defender isso ou aquilo. Noto apenas que a imigração ilegal divide opiniões no mundo inteiro e que é um absurdo, uma arrogância inaceitável, que se possa, depois de inventar uma tese, estabelecer qual é a opinião correta que se deve ter a respeito, exigindo ainda que os estudantes proponham “intervenções”, porém vigiados pelo “Tribunal dos Direitos Humanos”. Aí o bobinho esperneia: “Mas defender os direitos humanos não é um bem em si, um valor em si?”. Claro que é! Assim como ser favorável ao Bem, ao Belo e ao Justo. A questão é saber que tribunal decide quando “os direitos humanos” estão ou não a ser respeitados. Eu, por exemplo, considero que seguir leis democraticamente instituídas ou referendadas, segundo os fundamentos da dignidade humana (a integridade física e moral), é uma expressão eloquente dos… direitos humanos!
A prova é apenas macumbaria multiculturalista mal digerida — não que possa haver uma forma agradável de digeri-la, é bom deixar claro! As provas de redação do Enem — e de vários vestibulares — têm cobrado que os alunos sejam mais bonzinhos do que propriamente capazes.
Não por acaso, nas escolas e nos cursinhos, as aulas de redação têm-se convertido — sem prejuízo de o bom professor ensinar as técnicas da argumentação — numa coleção de dicas politicamente corretas para o aluno seduzir o examinador. Com mais um pouco de especialização, o pensamento será transformado numa fórmula ou numa variante do “emplastro anti-hipocondríaco”, de Brás Cubas (o de Machado de Assis), destinado “a aliviar a nossa pobre humanidade da melancolia”.
É o que têm feito os professores: um emplastro antipoliticamente incorreto, destinado a “aliviar os nossos pobres alunos da tentação de dizer o que eventualmente pensam”.
Isso, como todo mundo sabe, é o contrário da educação.
A partir de hoje, começo a escarafunchar as teses de especialistas brasileiros em geografia humana e populações em busca do “Movimento Migratório para o Brasil no século 21″ — nada menos. Segundo critérios estritamente intelectuais, essa prova de redação deveria ser simplesmente impugnada.
Sei que não é conforto para os alunos que fizeram a prova, mas escrevo mesmo assim: se vocês não tinham muito o que dizer a respeito, não fiquem preocupados — vocês foram convidados a falar sobre uma falácia, sobre o nada.

Prof. Jonas J. Berra disse...

Muito obrigado pela sua contribuição José! Este ano estou com 6 turmas de Filosofia de Segundo ano do Ensino Médio e 2 turmas de terceiro ano, mas para estes dou aula de Sociologia. Vou procurar colocar em prática o mesmo espírito que você tem em relação à sua crítica social!

José Galisi Filho disse...

Obrigado pelo retorno, Jonas. Mais uma vez, parabéns pelo seu trabalho pela "sociedade aberta", sobretudo, numa escola publica. Faz ja um tempo que o Luis Nassif cunhou a expressao "masturbacao sociologica" para esse tipo de submarxismo financiado pela CAPES e CNPQ. O Nassif descreve uma dissertacao que nao vou citar. De uma procurada, e veja tambem o "protesto" e "abaixo-assinado" da Federacao dos Sociologos", que, com o perdao da palavra, poderia ate mudar seu nome para o "Clube dos...". um abraco
Jose Galisi