8 de agosto de 2012

A felicidade de Chris Gardner e Aristóteles

Por: Jonas J. Berra

      Antes de uma aula técnica sobre a felicidade em Aristóteles resolvi começar a trabalhar com o amplo tema da felicidade. Para tanto, foi-me útil o filme "A procura da Felicidade", a respeito da vida de Chris Gardner. Gardner não tinha nada de especial. A única coisa que podemos dizer que tinha era determinação, uma incansável vontade de ser feliz.
     O tema da felicidade pode parecer chato, sem graça, sem criatividade, mas quando você pede aos alunos que escrevam o que significa para eles ser feliz essas opiniões mudam. Eles definitivamente acham esse assunto muito importante. Quem não tem o desejo de ser feliz? Qualquer pessoa tem como um de seus objetivos atingir uma felicidade permanente.
     O que muitas vezes acontece é que essa busca fica obscurecida pelas 'coisas', pelos objetos de uso, que parecem trazer alguma satisfação parecida com essa tal felicidade. O que muitos demoram ou esquecem é que essa satisfação é passageira. Tanto é que já ouvi professores comentarem sobre a tendência suicida de muitos jovens europeus. Jovens que já tem 'tudo', mas que, do ponto de vista de um preenchimento da alma, não tem nada. Essa tendência suicida é justamente um problema que chamamos de depressão que, não é nada mais que um estado de falta de felicidade. Talvez a verdadeira felicidade, ou a melhor felicidade, conforme Aristóteles procurou ensinar, fosse esse sentimento que pela nobreza e virtude resiste ás intempéries e peripécias da existência das pessoas comuns (da alegria vista nas pequenas coisas).


Links interessantes:

PROGRAMA VIDA INTELIGENTE - ÉTICA A NICÔMACO


Filme: "A Procura da felicidade"


Chris Gardner, "Em Busca da Felicidade", discurso na UC Berkeley

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