14 de abril de 2012

Comentário: Sobre os cientistas ateus


Por: Jonas J. Berra


O comentário abaixo é em virtude de uma postagem muito interessante da Professora Inês Lacerda Araújo feita em seu blog filosofiadetododia.
O link para que você possa ler é http://filosofiadetododia.blogspot.com.br/2012/04/sobre-os-cientistas-ateus.html.


Prof. Inês Lacerda Araújo
Professora Inês,
Sempre pesquisei esses assuntos e, creio eu, nunca teremos respostas definitivas quanto a existência ou não de uma entidade infinita, de poder absoluto, que responsabilizamos ou não pela existência do cosmos. A fé é algo que, felizmente ou não, sustenta certas teorias como verdadeiras. Ela é usada pela religião quando menciona o início divino de tudo e pela ciência com a teoria do Big bang. Mas, penso que a crítica de alguns ateus como o Dawkins em certo sentido acaba sendo importante, as vezes, para frear o dogmatismo religioso.
A meu ver, muitos religiosos, deveriam dar mais valor a um suporte racional. Isso colaboraria para evitar o aumento dos entes desnecessariamente. Coisa, essa, muito comum para o senso comum baseado fundamentalmente nas crenças. Essa ênfase na racionalidade parece limitar a religião e a crença em Deus, mas não. É possível, com isso, conciliar fé, razão e conhecimento científico. 
Daria como exemplo o que vem ocorrendo com as discussões à respeito do aborto de anencéfalos. A liberdade da mulher aumentou quando esse tipo de aborto foi descriminalizado. Mas temos dois lados. De um a religião, com o argumento da defesa da vida e do pecado em se assassinar uma vida gerada por Deus. De outro, a ciência e o estado laico abordando o problema de uma forma totalmente diferente. Por que diferente? Porque simplesmente a vontade de Deus não entra em discussão. Nem mesmo se trata de um assassinato como os religiosos tentam mostrar. A lei não está defendendo diretamente o aborto. O que a lei na verdade estabelece é que a mulher pode ou não optar pelo aborto. Assim, cabe a mulher escolher racionalmente, espiritualmente ou sentimentalmente o que fará com essa liberdade. 
Assim, diante de casos como esse, fica evidente que para a ciência e o estado laico não há uma verdade absoluta e imutável. Já a religião prega que a verdade é eterna. Ela está em Deus e a ética deve seguir essa verdade. 
No entanto, a história mostrou inúmeras vezes a falha de seguir os padrões da crença porque permitiu a morte em níveis muito mais amplos.
Como professor estadual, ensino em História tanto o criacionismo como o evolucionismo, mas as evidencias do evolucionismo são, com toda certeza, superiores e a fé precisa ser recolocada com perguntas filosóficas:
Bom, espera aí! O homem mudou em milhares de anos até chegar ao que é hoje, mas porque? Afinal, o que levou à formação de nosso planeta? E, no sentido de futuro, o que será de nós? Para onde iremos depois? É possível admitir a nossa não existência? 
Assim por diante. 
Questões que a ciência não consegue explicar. Por isso a filosofia ainda é tão importante.

Parabéns pela postagem Prof. Inês. Vou colocar um link em meu blog com as devidas referências. Uma pena que uma professora como a senhora não esteja mais na PUCPR. 

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