21 de março de 2011

Para comentar: LÍBIA, OBAMA, DILMA E O EXEMPLO DE TANCREDO

Por: Jonas J. Berra


Escrevi um comentário a um texto escrito por Beto Almeida – Presidente da TV Cidade Livre/Brasília e reproduzido no Blog de meu amigo Jadson em: http://blogdejadson.blogspot.com/2011/03/libia-obama-dilma-e-o-exemplo-de.html
No texto procuro mostrar, mesmo sem dizer isso, que sobre fatos dos quais não temos conhecimento real e acesso direto às informações (já que não estamos o tempo todo vivendo esses fatos), qualquer opinião pode ser emitida sem sabermos quem realmente está com a razão. Esse pode ser um dos motivos de haver tanto conflito no mundo: as pessoas brigam tentando defender opiniões abstratas e ligeiramente pessoais. Porém, existem pessoas que não percebem que a maioria não é culta o suficiente para refletir sobre isso e acabam atacando outras pessoas (no caso Obama) sem conhecê-las profundamente. São opiniões emitidas dentro de outras opiniões. No caso: tais discursos acabam sendo religião dentro da política.
Segue abaixo meu comentário a trechos do texto:

Beto Almeida: "Foi um ultraje, um abuso, um desrespeito total ao povo brasileiro (...)".

Jonas: Absurdo é falar contra a guerra e ser um apologista da violência a partir de teorias abstradas da conspiração. Comentários como esse, afirmando que uma pessoa (o representante de um Estado) é culpado diretamente pelo que acontece no âmbito militar do mundo. Errado é o Totalitarismo de países Africanos e Árabes e as pessoas que pensam que a cultura violenta e prejudicial aos direitos humanos deve ser preservada e contra a qual nós, ocidentais, não devemos nos insurgir.

Beto Almeida: "(...) a mais grave de todas foi o Golpe de 1964, organizado a partir da Casa Branca que o pop star não mencionou (...)"

Jonas: Essa é a influência do materialismo historico que vê em tudo uma justificativa para o movimento da historia. Como se tudo se repetisse, bastando para tanto portar a bandeira norte americana. ideias como uma vez errado sempre errado. Mesmo se não existir nexo, os comunistas encontrarão algum.
Será que uma transição civil seria possível sem qualquer intervenção militar?
Será que algo assim (como uma transição pacifica) é possível numa cultura de ódio e violência? Ou somos ingenuos porque moramos no Brasil, um país tropical, onde as pessoas não morrerm na guerra contra outros países, mas nas mãos dos traficantes?
É quase certo que se os misseis não matarem, foices e martelos matarão nas guerras civis revolucionárias que duram muito mais tempo.

Beto Almeida diz elogiando Tancreto, que negou ajuda militar aos EUA para invadir a Nicaragua: "...postura do presidente brasileiro recém-eleito em defesa da autodeterminação dos povos (...)"

Jonas: A autodeterminação dos povos é uma maneira de compactuar com a violência e a injustiça. Foi isso que levou o alastramento do nazismo na Europa nos anos de 1940. É isso que permite mulheres serem apedrejadas no mundo árabe. Existe uma objetividade que faz falta no mundo: ninguém deveria sofrer ou morrer apenas para defender sua cultura.

Alguns videos atuais sobre o assunto logo abaixo:

Visita de Obama ao chile de Segunda-feira, 21/03/2011:

Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1465879-7823-OBAMA+DIZ+QUE+VAI+TRANSFERIR+COMANDO+DA+OPERACAO+CONTRA+A+LIBIA,00.html


Discurso de Obama no Brasil, Domingo, 20/03/2011:

Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1464979-7823-OBAMA+DISCURSA+NO+RIO+DE+JANEIRO+E+CONQUISTA+OS+BRASILEIROS,00.html



Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1464722-7823-OBAMA+DIZ+QUE+BRASIL+E+EXEMPLO+DE+TRANSICAO+PARA+A+DEMOCRACIA+E+ELOGIA+DILMA,00.html
 
Sobre a Líbia:

Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1464721-7823-OBAMA+FALA+SOBRE+CONFLITOS+NO+ORIENTE+MEDIO,00.html

Um comentário :

Jonas J. Berra disse...

Antes que surjam más interpretações, quero deixar claro que não aceito a política militarista norte americana. Não pretendo dizer qual é o melhor a ser feito, apenas demonstrar o quão complexa é tal situação, enquanto existem aqueles que reduzem a existência humana desses momentos a "teorias" e fatos "óbvios". Nem tudo é óbvio, nem tudo é claro, não sabemos quem tem a razão.
Nenhum tipo de guerra deve ser admitida ou levada adiante seja pelo motivo que for, nem mesmo com a desculpa humanitária de resolver problemas internos. Mas a interferência diplomática e constante deve ser mantida para que as ditaduras caiam e o povo tenha espaço, de fato, para se autodeterminar.