22 de dezembro de 2011

Debate "A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia" - Barão de Itararé

Por: Jonas J. Berra

Video extremamente importante para entender o quadro atual da "Privataria Tucana". O mais importante é debater o assunto fora de ano eleitoral. Não deixem de ver:



Video Disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=7Sa7LXVccF0

Enviado por em 21/12/2011
O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, promoveu um debate sobre o livro "A Privataria Tucana" que contou com a participação do autor do livro, Amaury Ribeiro Jr., do jornalista Paulo Henrique Amorim e do Deputado Federal Protógenes Queiroz.
Realizado dia 21/12/2011

Categoria:

Palavras-chave:

Licença:

Licença padrão do YouTube

17 de dezembro de 2011

Aumento de 28% para vereadores segue para sanção



Por: Jonas J. Berra

De um lado as descobertas de "novas" provas (por meio de documentos antigos), que mostram a corrupção promovida pelo governo FHC. Qualquer um já podia imaginar que havia muita coisa errada (e provavelmente continua havendo no atual governo).  Mais próximo de nós, o governo Estadual não dá a mínima aos professores e esquece que eles também deveriam receber o 13º salário (pelo menos antes que acabe o ano). Veja bem, quem não recebe 13º é estagiário, o professor PSS (do processo seletivo simplificado) não é estagiário. Ele é professor substituto. O fato de não haver uma lei não desobriga, do ponto de vista ético, que o professor PSS receba a remuneração correspondente pelo tempo de serviço como qualquer outro funcionário público. 
Ainda mais próximo de nós, à nível de município de Curitiba, os vereadores aumentam seus próprios salários. Algo que deveria ser, no mínimo, inconstitucional. Veja a reportagem abaixo, que relata a atual situação: 

"16/12/2011 | 10:18 | FERNANDA TRISOTTO, SANDRO MOSER, CHICO MARÉS E HELIBERTON CESCA
"Os vereadores de Curitiba aprovaram, em segundo turno, na manhã desta sexta-feira (16), o aumento salarial deles mesmos e a criação de um 13º vencimento. As medidas passam a valer a partir de 2013, primeiro ano da nova legislatura, já que o mandato dos atuais 38 parlamentares se encerra no fim do ano que vem. Neste turno, a votação foi simbólica e não houve contestação por parte da oposição.
Com isso, o subsídio dos vereadores irá saltarde R$ 10,4 mil para R$ 13,5 mil, o equivalente ao salário de um secretário municipal em 2013. O aumento é de 28%. A emenda que cria o 13º salário para os parlamentares também foi aprovada. Ao contrário de outros servidores públicos, os vereadores não recebem esse benefício, mas acreditam que tem o direto ao subsídio com base em um entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ)."

Veja na íntegra em: 

Veja alguns videos sobre o assunto:



15 de dezembro de 2011

"Privataria Tucana"

Por: Jonas J. Berra


Não quero criar uma postagem longa. Gostaria apenas de compartilhar algumas inquietudes. Como é possível perceber em uma das reportagens abaixo, o livro esgotou rapidinho das estantes das livrarias.
(http://correiodobrasil.com.br/imprensa-vive-dilema-ante-livro-que-devassa-privataria-tucana/341873/).

Tenho duas hipóteses para o fenômeno. Ou o PSDB comprou todos os exemplares possíveis para boicotar a venda dos livros, ou todos os petistas foram no mesmo dia às livrarias de todo o país para comprá-lo . Por favor, peço que olhem os videos e procurem se informar. É uma notícia que muda consideravelmente o quadro político do Brasil, recolocando o papel da mídia como geradora de opinião, não apenas de um modo neoliberal como tem sido feito pela maioria das grandes mídias. 









Mais sobre o assunto:


http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&gl=br&tbm=nws&btnmeta_news_search=1&q=privataria+tucana&oq=privataria+tucana&aq=f&aqi=&aql=&gs_sm=e&gs_upl=702l719l0l743l0l0l0l0l0l0l0l0ll0l0

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2011/12/adesao-a-cpi-da-privataria-cresce-na-camara-e-tem-adesao-ate-de-tucanos

http://correiodobrasil.com.br/imprensa-vive-dilema-ante-livro-que-devassa-privataria-tucana/341873/

COMPRAR O LIVRO: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=3261598&sid=013850246131217339369999546

14 de dezembro de 2011

Theodor Wiesengrund Adorno


Por: Everton Marcos Grison 

Theodor Wiesengrund Adorno veio ao mundo em 11 de setembro de 1903, em Frankfurt-am-Main. Seu pai, Oskar Wiesengrund, judeu alemão, era um comerciante de vinhos e converteu-se ao protestantismo mais ou menos na época de seu nascimento. Sua mãe, Maria Calvelli-Adorno della Piana, era católica e antes de se casar, fora cantora de renome. Desde cedo, por influência da mãe, que tendia para a musica, sendo aos dezesseis anos, reconhecido como aluno talentoso, tornou-se aluno do conservatório de Hoch para aprofundar seus estudos musicistas.
Sua formação teórica não musical iniciou-se logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, devendo-se ao amigo Siegfried Kracauer, quatorze anos mais velho. Durante anos os dois, aos sábados à tarde, ocuparam-se do estudo da Crítica da Razão Pura, de Kant. Kracauer o incitava a ver o texto não apenas como uma teoria do conhecimento, mas possuindo uma espécie de mensagem codificada que se poderia decifrar. Graças a Kracauer, Adorno familiarizou-se com complexos conceitos histórico-filosóficos.
Percebe-se que desde jovem Adorno teve contato intimo com a filosofia. Era leitor de Kant, mas teve muita influência de Schopenhauer, Nietzsche, Marx, Hegel, Max Scheller, Max Weber e Georg Lukács, sendo o último, a personalidade que mais influenciou a primeira fase da Escola de Frankfurt. Já aos vinte e um anos de idade conseguiu uma promoção em filosofia, derivada de um trabalho seu sobre a fenomenologia de Husserl. Como membro do Instituto de Pesquisa Social desenvolveu juntamente com seus companheiros componentes do corpo da Escola de Frankfurt, variados estudos em pesquisa sociológica.
            Desde o inicio de suas formulações teóricas Adorno atribuiu grandioso papel as obras de arte; elas precisavam fornecer formas “inspiradas”. Na década de 20 seguiram-se numerosos artigos, dos quais, muitos enalteciam a musica de Schönberg, como portadora de “inspiração”. Em 1924 passa por uma crise vivencial e quase se converte ao catolicismo, entendendo-o como modelo que poderia reconstituir um mundo deslocado.
            Faz-se necessário um salto em direção ao final da década de trinta e inicio da quarenta. Isso tem ligação com Adorno, pois com o estouro da Segunda Guerra Mundial, e com os avanços e capturas das tropas alemãs, Adorno, um judeu, teve que emigrar para outros países europeus e depois, veio a se juntar com um grupo de frankfurtianos nos Estados Unidos.
Desta estadia americana e da grande amizade contraída com Max Horkheimer, surgiu a “quatro mãos” um dos maiores livros do século XX intitulado; Dialética do Esclarecimento. Os autores se propuseram de maneira incrivelmente estilística, a retornar até o mito de Ulisses (presente na Odisséia de Homero) e discutir a ligação do mito com o esclarecimento. Também se debruçaram com assuntos como o anti-semitismo, e foi neste livro que surgiu pela primeira vez o célebre conceito de Indústria Cultural.
O livro segue o rigor crítico se contraponto ao sistema geral de tradicionalismo, assaltando o próprio modelo de composição dos parágrafos do texto; os parágrafos em muitas vezes são extremamente longos justamente para contrariar o modelo tradicional de textualidade. Neste livro os autores também colocam a razão contra si própria, numa analise apuradamente detalhada, para demonstrar que os “avanços benéficos” prometidos pelo “iluminismo” dando plena autoridade a razão, possuem um caráter mitológico e nesta autoridade desmedida, um aspecto destrutivo da condição humana.
Pode-se afirmar que a Escola de Frankfurt era alicerçada na heterogeneidade que Adorno e Horkheimer compactuavam sobre um assunto comum. Por um lado, Horkheimer era inspirador de uma teoria interdisciplinar progressista da sociedade, contentando-se em ser o acusador de um mundo burocrático, no qual o capitalismo liberal que emergia da história de uma civilização fracassada, ameaçava desaparecer de vista. Já Adorno entrou em cena como crítico da imanência e como advogado de uma música liberada. Esta crítica da imanência abre a possibilidade de existência; certas coisas existem para além do conceitual, para além da área de abrangência do conceito e precisam ser investigadas, pois justamente por estarem mascaradas e distantes precisam ser postas à crítica.  
Em 1949-1950, apenas Horkheimer, Pollock e Adorno retornaram dos USA para a Alemanha. Adorno deu continuidade a sua produção teórica publicando livros que possuíam trabalhos antigos e novos, versando em críticas musicais, estéticas e dialéticas.
Próximo de sua morte, em 1969, Theodor Adorno se envolve em uma polêmica com seu companheiro e amigo da Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse por não ter apoiado os estudantes que, em 31 de janeiro daquele ano, interromperam sua aula, tentando continuar, dentro do Instituto, os protestos que tomavam as ruas das capitais da Europa. Adorno chamou a policia.
Marcuse se posicionou a favor dos estudantes e, em uma série de cartas, repreendeu e criticou severamente o amigo, dizendo de maneira clara que "em determinadas situações, a ocupação de prédios e a interrupção de aulas são atos legítimos de protesto político”. Em 06 de agosto de 1969 Adorno veio a falecer deixando um legado de escritos na sua maioria de relativa complexidade, mas que são instrumentos e antídotos eficazes para se entender os complexos problemas da contemporaneidade.

Para começo de Leitura:

ADORNO, Theodor W. & HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
ADORNO, Theodor W. Dialética Negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
DUARTE, RODRIGO. Adorno/Horkheimer & a Dialética do Esclarecimento. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
FREITAS, Verlaine. Adorno e a Arte Contemporânea. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

Para conhecer mais profundamente:

ADORNO, Theodor W. Mínima Moralia. Tradução de Gabriel Cohn. Rio de Janeiro: Azougue, 2008.
ADORNO, Theodor W. Teoria Estética. 2ª Ed. Edições 70, 2008.


2 de dezembro de 2011

A dura vida de um ateu


Por: Jonas J. Berra


Reproduzo abaixo parte da reportagem de Eliane Brum (Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem) em que vemos a dificuldade de um ateu em viver livremente de seu modo. Veja abaixo:

Eliane Brum
"A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?"

"O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou.

“O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.

- Você é evangélico? – ela perguntou.
- Sou! – ele respondeu, animado.
 - De que igreja?
 - Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto..."

(Fonte para a reportagem na íntegra:
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/dura-vida-dos-ateus-em-um-brasil-cada-vez-mais-evangelico.html#header_comentarios)

Na continuidade da reportagem Eliane procura fazer uma diferenciação entre o catolicismo e o neopentecostalismo. Segundo a sua análise, o catolicismo no Brasil, por determinadas razões, é mais tolerante com o ateísmo, enquanto que a tendência neopentecostal não tem a mesma tolerância.
Ela deixa claro que não esta julgando a fé de ninguém. Apenas quer "tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro".

Ela fornece uma resposta:
"Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante." 

Quero deixar também meus sinceros agradecimentos a Eliane Brum pela iniciativa e publicação dessa reportagem. É evidente que os ateus não são aceitos em nossa sociedade. Costumo dizer que a sexualidade e a cor da pele são melhor protegidos do que os não crentes. Mesmo os crentes não são totalmente culpados pelo preconceito que possuem com os não crentes. Me parece que a religião fornece explicações sempre óbvias para o que não é óbvio. Na filosofia costumamos ouvir coisas do tipo: "O ateísmo é uma fé na não existência". Pode até ser. Mas isso deveria ser melhor estudado, pois se costuma dizer que o ateu não tem fé. Não ter fé é o mesmo que ter fé na não existência? Me parece difícil que isso seja verdade. Vou estudar mais sobre o assunto.

8 de novembro de 2011

PUCPR abre Doutorado em Filosofia no Programa de Pós-Graduação





 NOTÍCIA EM PRIMEIRA MÃO 

Com autorização da Capes, processo seletivo para primeira turma começa em 2012


Com a experiência acumulada na formação de mestres, o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR, consolidado e reconhecido nacionalmente, foi autorizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O processo seletivo para a abertura da primeira turma de Doutorado terá início no próximo ano. Os interessados devem acessar o site www.pucpr.br/pesquisacientifica.

Dizem que a linha de pesquisa primordial é em ética. Veremos no próximo ano. Mas de fato, estamos vendo algo extraordinário, visto a pouca importância dada à filosofia nos currículos escolares. Mas agora mais chances de desenvolvimento do pensamento filosófico se abrem. E estamos vivendo para ver.

25 de outubro de 2011

COLÓQUIO DE FILOSOFIA BRASIL-ISRAEL SOBRE MENTE E LINGUAGEM


Haverá um Colóquio na UFPR sobre Filosofia da Linguagem e da Mente. 
Participarão pessoas de renome dos EUA, do Brasil e outras partes do mundo.
Frisou-se na divulgação que é importante o preenchimento de todos os dados para a emissão de certificados. 
As inscrições são gratuitas, com vagas limitadas e acontecerá no Anfiteatro 100 da Reitoria entre os dias 07,08 e09 de novembro. Das 15 as 18 e das 19 as 22 horas. 




Link da propaganda:

Segue o link da inscrição:
If you have trouble viewing or submitting this form, you can fill it outonline:https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?

formkey=dHRHellPdFpWSkxIa3EtNy1CWXBpQnc6MQ

19 de setembro de 2011

Vestibular social é promovido pela PUCPR


 "No Vestibular de Verão 2012 a PUCPR oferta, pela 1° vez, vagas com bolsas sociais para 39 cursos de graduação tradicional e tecnólogos em diferentes turnos nos cinco Câmpus da PUCPR: Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Maringá e Toledo. O período de inscrição e as provas seguem o mesmo calendário do vestibular para vagas regulares. 

As inscrições encerram no dia 7 de outubro, e as provas serão aplicadas no dia 16 de outubro (domingo), das 13h às 19h, nos cinco Câmpus da PUCPR e em Joinville (SC). Serão concedidas bolsas de estudo 50 e 100% conforme as especificações:

 Bolsas de 50%: o candidato deve comprovar rendar familiar per capita que não exceda o valor de até 2 salários mínimos (R$ 1.090,00). 

Bolsas de 100%: o candidato deve comprovar renda familiar per capita que não exceda o valor de até 1 ½ salários mínimos (R$ 817,50). 

As bolsas integrais serão concedidas apenas para os cursos de Serviço Social, Teologia, Pedagogia e Licenciaturas. 

A taxa de inscrição é R$ 40

O candidato deverá optar pelas vagas regulares ou pelas vagas de Bolsa Social, não há possibilidade de concorrer simultaneamente às duas opções. Confira todos os cursos ofertados abaixo.

Documentos: os candidatos aprovados no processo seletivo devem apresentar os documentos necessários para a comprovação das informações em data e local estipulados pela instituição. 

Confira a documentação no Anexo IV do edital. Os candidatos receberão a bolsa somente após a confirmação das informações."

30 de agosto de 2011

Tudo é possível? Uma ética para a civilização tecnológica


"Há 32 anos era lançada uma obra fundamental para a filosofia, cuja abordagem é das mais atuais e inquietantes: O princípio responsabilidade, de Hans Jonas (1903-1993). Inspirada pela importância desse escrito, a IHU On-Line entrevistou pesquisadores sobre o legado jonasiano."

"Contribuem para o debate Lourenço Zancanaro, Jelson Roberto de Oliveira, Helder Buenos Aires de Carvalho, Nathalie Frogneaux, Robinson dos Santos e Lilian Godoy".

- Nathalie Frogneaux: um futuro hipotecado

- Jelson Roberto de Oliveira: a heurística do temor e o despertar da responsabilidade

- Helder Carvalho: Uma filosofia para compreender a crise ambiental






22 de agosto de 2011

O fim do regime de 42 anos de Muammar Kadhafi

Por: Jonas J. Berra

esquerda?     
direita? 


Todo conforto para um homem.
Enquanto a igualdade é apenas a
pobreza do resto.

Ideologia contra a alienação capitalista,
mas que aliena contra o livre agir
e a livre explanação de ideias.
"A GRANDE AMEAÇA À 
DEMOCRACIA DA AMÉRICA LATINA"


Quando não Há liberdade política,
não há muita diferença entre o
regime atual (implantado pela revolução)
e o regime Nazista do passado.




REVOLUÇÃO NÃO É SINÔNIMO (EM SI) DE COISA BOA. REVOLUÇÃO PARA QUEM?


Finalmente o DITADOR SANGUINÁRIO está deixando o poder. Infelizmente deixa tarde, pois milhares morreram e agora, para restaurar a paz, foi preciso que mais pessoas morressem. Não sei o que os comunistas estão pensando, mas definitivamente não houve igualdade no regime de , Muammar Kadhafi. 42 anos no poder e não me digam  que é culpa dos Eua.  Chega disso meus amigos comunistas. Chega de criar teorias da conspiração. Isso já virou piada. Vamos lá. Será que não é evidente que nenhuma teoria da conspiração seria tão perfeita a ponto de forçar tantas notícias contrarias ao ditador?
Como um amigo certa vez me disse: "não é de hoje que intelectuais são a favor de regimes totalitários".

Um exemplo claro a não ser seguido é o reconhecimento do governo Kadhafi por  Hugo Chaves (clique aqui  para saber mais). Digo com todas as letras: "imbecil". Quando esses totalitaristas vão pensar no sofrimento do povo? quando tomarão consciência que dos males, o pior é a democracia e o liberalismo? (clique aqui)
Não adianta falar mal do capitalismo e do liberalismo se perseguem e matam pessoas porque elas pensam diferente. Basta!

Agora, por favor, vejam a reportagem da TelesurTV sobre a Líbia e tirem suas próprias conclusões. Se a maioria da população não aprova, se a maior parte da mídia não aprova é teoria da conspiração de quem? dos liberais capitalistas?  ou não seria apenas fruto da Ignorância política?
(Clique aqui)



Noticias:
http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=27560
http://www.publico.pt/Mundo/libia-ninguem-sabe-onde-esta-o-coronel_1508652

Ver crianças carregando armas é
mais do que suficiente para querer o fim
de qualquer ditadura.

Fotos retiradas diretamente de imagens do google de vários sites de notícias.

Algumas Fotos: http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/veja+imagens+da+crise+na+libia+nesta+segundafeira/n1597171215236.html

24 de junho de 2011

Prof. Jelson fala sobre seu novo livro em entrevista a Gazeta do povo

Por Jonas J. Berra


Jelson Oliveira,
Fonte: Gazeta do Povo
   
Transcrevo abaixo a entrevista que o Prof. e amigo Jelson forneceu a Vinicius Boreki, do jonal Gazeta do Povo publicado em 24/06/2011.

"Por telefone, o professor co­­men­­tou sobre seu livro e explicou os motivos da citação ao filósofo alemão Nietzsche no título. “Mi­­nha intenção era mostrar que, além do lado crítico, ele apresentou uma proposta para a sociedade de hoje. Ainda podemos ler um autor do século XIX, observando seu lado criativo/construtivo e tendo a chance de falar de um conceito urgente nos dias atuais, algo que poderia reorganizar a sociedade”, diz. Seguem trechos da entrevista:

Qual a situação da amizade no mundo contemporâneo?
Nós vivemos uma crise das instituições. Muita gente não dedica nada do seu tempo às instituições, como igrejas e ONGs. Por outro lado, há supervalorização da família. Exis­te a ideia de que a família é um ninho de amor, alheio à sociedade. Enquanto nas ruas existem problemas de segurança, na família isso não existe. E a amizade está em crise, porque as pessoas não têm tempo para se dedicar a ela. Pretende-se construir relações menos comprometedoras e menos doloridas. E toda relação é dolorida, porque não há domínio completo sobre isso.

As relações de família não podem ser consideradas como amizade?
No matrimônio, existe o critério de amizade, mas fica no vácuo do idealismo. Mesmo nas famílias, os horários não batem atualmente. As pessoas saem cedo de casa, voltam tarde, deixam de comer juntas e se relacionar. Perde-se o gosto de estar com outras pessoas e não se chega a criar uma amizade. Por isso que o bar se tornou o templo da amizade hoje. É o local em que podemos sentar e conversar. Con­­tudo, muitas vezes não se estabelecem relações amistosas nesse local, implicando em enfrentamento. E, baseado no conceito do livro, a amizade significa respeitar o outro pelo que ele é.

Ou seja, um dos problemas pa­­ra se estabelecer a amizade é a dificuldade em respeitar o próximo?
Sem dúvida. A ética da amizade implica em liberdade do espírito, capacidade de nos enfrentarmos e criarmos resistência. O bom amigo é quase um inimigo. É aquela pessoa que nos faz desconfiar das nossas certezas, nos colocando contra a parede. E a amizade é o espaço no qual as pessoas se confrontam. Para Nietzsche, é o espaço da boa disputa. Podemos disputar no sentido de guerrear com meu amigo, lutando para que nós cresçamos juntos.

Quais as dificuldades em usar esse conceito de amizade?
A amizade é um espaço de partilha da alegria. Em vez de partilhar a dor e a desgraça, deveríamos partilhar a alegria. Só que a sociedade propaga um conceito de não haver sofrimento. E isso atrofia a possibilidade de construir relações de amizade mais duradouras. A vida tem dois la­­dos: o dia escuro e o dia claro. Quem quer ficar só com o lado bom, perdeu a vida inteira.

A amizade virtual é um fenômeno típico dos dias atuais. Essas relações não tiram as pessoas do isolamento?
No fenômeno recente das redes sociais, chamam-se de amigos pessoas distantes, que você nem se­­quer conhece pessoalmente. Por­­tanto, não é necessariamente amigo de alguém. É só uma coleção de pessoas com quem se tem contato. Isso não é amizade e contribui para o hiper-individualismo atual. As pessoas usam a tecnologia para se isolar – seu próprio celular, sua própria televisão, trancadas na sua própria casa – e esquecem do enfrentamento natural à amizade.

Quer dizer que o problema está na forma de uso das redes sociais?
O Facebook, Twitter e Orkut são usados mais como uma rede de comunicação, disseminando notícias e fatos, do que como rede de relacionamento. Poucos usam para construir relações mais consistentes de amizade. As redes sociais são fenômeno do tempo das multidões. Em uma multidão, o indivíduo se anula: não enxergo a mim mesmo e nem a mais ninguém. Muitas das causas defendidas nos últimos tempos são fenômenos de multidão. Trata-se de um reflexo do mundo contemporâneo, em que a geração atual saiu de 2 bilhões de habitantes para 9 bilhões em 70 anos.

Como mudar essa panorama?
Essas relações rápidas, de certo conforto, não são um processo consciente. As relações precisam ser pensadas. Não podemos simplesmente deixar levar, sem raciocinar sobre isso. É preciso se dedicar à amizade, porque os amigos são muito importantes para forjar o nosso caráter e as opções pessoais e profissionais. Também é preciso tirar o preconceito e a desconfiança da amizade. Se mulher conversa com mu­­lher, estão fofocando. Se homem dialoga com homem, são homossexuais." (Fonte: Gazeta do povo)

Lançamento do livro Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche. Dia 1.º de julho, às 19 horas, na Aliança Francesa de Curitiba (Alameda Prudente de Moraes, 1.101, Centro). Mais informações: 41 3271-2626.

15 de junho de 2011

AMIZADE É TEMA DO NOVO LIVRO DO PROFESSOR JELSON OLIVEIRA

O professor do programa de pós-graduação em Filosofia e coordenador do Curso de Licenciatura em Filosofia da PUCPR, Jelson Oliveira, lançará no próximo dia 01 de julho, sexta-feira, às 19h, no Café Babette, da Aliança Francesa de Curitiba, o livro "Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche" (204 p.), publicado pela Editora 7Letras, do Rio de Janeiro. No lançamento, o professor Jelson fará uma palestra sobre o tema como abertura do Café philosophique 2011, evento realizado pela Aliança Francesa e pelo Curso de Filosofia da PUCPR e conversará com a jornalista e apresentadora do programa Light News, da Transamérica Light, Maria Rafart.
O livro, que é parte modificada da tese de doutoramento do seu autor, apresenta a amizade como uma virtude emergencial no mundo contemporâneo. Para tratar o tema, Jelson buscou inspiração no filósofo alemão Friedrich Nietzsche, cuja obra trata do assunto com a mesma constância que foi preterida pelos comentadores do autor de "Assim Falou Zaratustra". O roteiro estabelecido pelo livro parte de uma análise da amizade como convivência experimental cuja referência indispensável é o povo grego. A partir daí, o autor reconstrói o projeto nietzschiano de uma ética da amizade (como um complemento superior à ética da compaixão, de Schopenhauer) a partir de dois dispositivos: a liberdade do espírito e a partilha da alegria. Como espaço de con-vivência, a amizade se torna uma virtude nobre que oferece possibilidades para o exercício da coragem, da simplicidade e da força, requisitos para uma vida alegre e festiva.
Segundo o prof. Oswaldo Giacoia Júnior, no prefácio da obra, “Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche" de Jelson Oliveira, examina com notável competência, inspiração e acuidade esse importante tema da amizade na ética de Friedrich Nietzsche. Certamente, trata-se de um viés analítico extraordinariamente produtivo, pois a amizade tem sido muito pouco tratada conceitualmente, de modo tão exaustivo, pelos comentadores da filosofia do autor de Assim Falou Zaratustra. E, no entanto trata-se de uma vertente e caminho importante, que nos reserva muitas surpresas, e que se cruza com quase todos os grandes temas do pensamento de Nietzsche. Jelson Oliveira nos guia com segura maestria nesse percurso, e estou certo que o leitor ficará generosamente recompensado com a leitura de uma obra que, além de alimento espiritual de primeira ordem, é capaz de proporcionar enorme gratificação estética em sua leitura, uma razão a mais para recomendá-la com vivo entusiasmo aos interessados na obra daquele que se autocompreendia antes como dinamite que como homem”.
Para o prof. Antonio Edmilson Paschoal, que escreveu a orelha do livro, a estratégia da obra “ilustra a riqueza da teia argumentativa que se desenvolve no livro e é um exemplo de que não estamos diante apenas de uma exposição bem comportada, mas daquilo que se espera de um filósofo, a coragem de fazer experimentos e de correr riscos, o que é a condição para se fazer da filosofia uma prática viva e não apenas um acúmulo de conteúdos mortos”.
E é assim que a nova obra de Jelson Oliveira chega às mãos de seus leitores: não apenas como um livro bem comportado – no sentido acadêmico – mas como uma obra que se pretende uma espécie de carta para amigos e para todos aqueles que se interessam pelo cultivo desta virtude tão urgente e tão em desuso nos nossos dias.

LANÇAMENTO: Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche (Rio de Janeiro: 7Letras, 2011, 204p.), de Jelson Oliveira (professor do programa de pós-graduação em Filosofia e coordenador do curso de graduação em filosofia da PUCPR).

DATA E LOCAL: 01 de julho de 2011, às 19h, no Café Babette, da Aliança Francesa de Curitiba (Al. Prudente de Morais, 1101, Centro, Curitiba-PR)
Informações: 3271-2626

Fonte do texto: Jelson Oliveira/ Divulgação.

11 de junho de 2011

DIVULGAÇÃO

II COLÓQUIO NACIONAL DE FILOSOFIA DA MENTE E CIÊNCIAS COGNITIVAS

Anfiteatro do Seminário Santo Agostinho; Av. Pioneiro João Pereira, N.º 1027, Maringá - PR

Mente, Linguagem e Pensamento

Programação:
Dia 26/09/2011 - Segunda-feira (19:30 às 23 horas):
Mesa-Redonda: É a mente um problema científico?
Da possibilidade de uma teoria científica da mente. Dr. Paulo César Coelho Abrantes - UnB
A crítica cartesiana à filosofia da mente contemporânea. Dra. Ethel Menezes Rocha - UFRJ


Dia 27/09/2011 - Terça-feira (9:15 às 12:00 horas)
Mesa-Redonda: Naturalização da mente e Inteligência artificial
Mente, corpo e pensamento no naturalismo biológico de Searle. Dr. Saulo de Freitas Araújo ? UFJF
Dennett e o funcionalismo materialista. Dr. Kleber Bez Birolo Candiotto - PUCPR

Dia 27/09/2011 - Terça-feira (19:30 às 23 horas)
Mesa-Redonda: Mente e mundo: o problema do conhecimento
Subjetividade, representação mental e conhecimento em Kant. Dr. Daniel Omar Perez - PUCPR
Mente e linguagem em Wittgenstein. Dr. Alexandre Noronha Machado - UFPR

Dia 28/09/2011 - Quarta-feira (9:15 às 12:00 horas)
Mesa-Redonda: Mente e cérebro: as origens do pensamento
A mente sitiada: crítica ao reducionismo naturalista (materialista) na filosofia e na ciência da mente contemporâneas. Dr. Antônio Trajano Menezes Arruda- Unesp
Neurociência e psicologia cognitiva: aprendizagem e conhecimento. Dr. Alfredo Pereira Júnior - Unesp


Dia 28/09/2011 - Quarta-feira (19:30 às 23 horas)
Mesa-Redonda: Filosofia e técnica: razão crítica versus razão instrumental
Crítica à racionalidade tecnológica: humanização ou robotização do homem? Dr. Rosalvo Schütz - Unioeste
Os limites da técnica: o que as máquinas não podem fazer. Dr. Alberto Oscar Cupani - UFSC

Comunicações - Eixos temáticos:
- Filosofia da mente e inteligência artificial
- Tecnociência e filosofia
- O problema mente-corpo
- Pensamento e linguagem
- Mentes e máquinas
- Aprendizagem, pensamento e consciência
- Matéria e pensamento
- Modernidade, subjetividade e autonomia
- Conhecimento e linguagem
- Neurociência e redes neurais
- Ciências cognitivas e inteligência artificial
- Mente e mundo
- Cibernética e robótica
- Racionalidade técnica e filosofia

COORDENAÇÃO DO EVENTO:

Dr. Claudinei Luiz Chitolina - PUCPR / FAFIPA
Dr. José Aparecido Pereira - PUCPR / FACED
Dr. Jose Francisco de Assis Dias - PUCPR
Dr. Rodrigo Hayasi Pinto - PUCPR
Ms. Leomar Antonio Montagna - PUCPR

INFORMAÇÕES:

EMAIL: ca_fidesetratio@hotmail.com


TAXAS PARA O PÚBLICO INTERNO:
Inscrições diretamente no Campus Maringá da PUC-PR - Diretório Acadêmico "Fides et Ratio".
Sem apresentação de trabalho R$ 40,00 até dia 15/08/2011.
De 16/08/2011 a 26/09/2011 R$ 60,00.

TAXAS PARA O PÚBLICO EXTERNO:
Sem apresentação de trabalho (R$ 50,00 até dia 15/08/2011.
De 16/08/2011 a 26/09/2011 R$ 70,00.


OBSERVAÇÃO:
para remeter resumos ou artigos, usar o mesmo mecanismo de envio da página de inscrição: "ANEXAR ARTIGO PARA APRECIAÇÃO".

LIMITE DE VAGAS: 200

CARGA HORÁRIA: 50 HORAS

LOCAL DAS CONFERÊNCIAS:

Anfiteatro do Seminário Santo Agostinho; Av. Pioneiro João Pereira, N.º 1027, Maringá - PR

CONTATO:

24 de maio de 2011

O que ainda devemos aos modernos?

 Por: Jonas J. Berra

         Neste dia 23, à noite, tive a oportunidade de acompanhar a palestra do professor Dr. Cleverson Leite Bastos. Ele discorreu sobre o tema da semana acadêmica de filosofia da PUCPR: "O que ainda devemos aos Modernos?". Farei aqui uma série de apontamentos sobre alguns assuntos que mais marcaram a noite, visto serem tantas questões interessantes e vastas.

LATTES: Prof: Dr. Cleverson
          Para o professor (com seu ar humorístico), o tema da semana acadêmica possui um título "errôneo" ao sugerir que poderíamos um dia não dever nada aos filósofos modernos. Para ele: O que devemos aos Modernos? Tudo, devemos Tudo aos Modernos.
           Claro que a intenção do título não é sugerir um corte epistemológico total, mas mostrar que quase tudo do que temos em termos de conhecimento em nossa sociedade, apesar do tempo histórico que nos separa dos modernos, devemos a eles.


      Em sua palestra, que o próprio professor preferiu chamar de "aula", vimos o resumo das principais questões filosóficas que perpassam a história de nossa civilização ocidental. Desde os gregos, Platão olhando para cima, esperando chegar ao conhecimento verdadeiro na contemplação das ideias inatas. Aristóteles, vê no concreto do mundo (o olhar para o chão, no empírico), a fonte do conhecimento verdadeiro.

     Duas questões essenciais da teoria do conhecimento surgem com esses pensadores: o inatismo e o empirismo, que foram muito bem explicados pelo professor, cujas correntes foram conciliadas na teoria do conhecimento dada por Kant na modernidade. Este, por sua vez, teria sido responsável pela morte de Deus, antes de Nietzsche.
         Mas porque, afinal, falar dos gregos e, em seguida, dos medievais, dizendo que gostaria de ter vivido neste período, em que nenhuma preocupação havia, se não, seguir os ditames da divina providência? Foi para percebermos o andar da história, visto que somos a soma de "n" acontecimentos históricos, desde a invenção da roda até os mais avançados microcomputadores. Para o professor: "Não devemos superestimar as civilizações antigas assim: 'Óh, como é possível que os egípcios tenham construido as pirâmides com aquela tecnologia?' Bom, o cérebro humano é o mesmo há 200 mil anos, se eles não pudessem empilhar algumas pedras, que se matassem então!" - fez graça o professor.
       Para o professor, não podemos também subestimar os povos mais antigos. Muito antes das grandes navegações dos ingleses e portugueses, daquilo que conhecemos como história branca, os mongóis já usavam tecnologias de navegação. Segundo o Professor, "os mongóis chegaram à europa com grandes embarcações de 200 a 400 metros de comprimento. Não gostaram do que viram, voltaram, queimaram os barcos e fecharam o país". Reflexão que pode gerar certas dúvidas, por ser tão controvérsa.
      No meio da noite, ele deu algumas explicações sobre o início da era moderna, sobre o fim das monarquias absolutistas com as revoluções inglesas e francesas. A revolução na Inglaterra aconteceu com o financiamento da coroa, já na França, com cabeças reais sendo guilhotinadas.
Devemos Tudo aos modernos. Somos a soma da filosofia grega, do direito romano e da espiritualidade judaico-cristã. Para o Professor Dr. Cleverson, não há como escaparmos disso. Mesmo quem se diz contrário a tudo isso, pensa com a cabeça formada a partir dessa cultura.
       Porém, no desenvolvimento do pensamento moderno existem autores chaves. Dentre eles, Newton. Cujo pensamento ficou em destaque com a frase escrita em sua lápide: "A natureza e as Leis da natureza estavam ocultas na noite, Deus disse: Seja Newton, e tudo fez-se luz". Newton é considerado pelo Professor Dr. Cleverson um gigante, sendo que Einstein é "um anão em seu ombro". A Revolução industrial teria acontecido graças a Newton. Para o professor, tudo bem, existem os outros filósofos, mas Newton criava tudo do zero, sistemas inteiros sozinho.
       De tudo que ouvi, pude perceber a fala de um mestre na arte de prender a atenção. O professor, mesmo certas vezes repetindo assuntos trabalhados em sala, é muito original, recolocando os temas e propondo soluções. Trata-se certamente de um orador único, que vale a pena ser conhecido por qualquer aluno de filosofia e áreas afins.

Veja as fotos do dia no Blog do centro acadêmico de Filosofia da PUCPR em: http://cafavpucpr.blogspot.com/2011/05/fotos-palestra-do-1-dia-da-semana.html

Fonte: CAFAV - PUCPR



As palestras da semana acadêmica continuam. Aproveitem:
Hoje
19 às 22h (NOITE)
Atividades culturais
Palestra - Jean Jacques Rouseeau
Prof. Dr. Ericson Falabreti
LOCAL: CCIS AUDITÓRIO IR. ALBANO

DIA 25 (MANHÃ)
Apresentação da peça Pesadelos Mitológicos Atores: Sawamu Ka Ueda e Sid.
Palestra - David Hume
Profª. Drª. Maria Isabel Limongi
LOCAL: CTCH AUDITÓRIO TRISTÃO DE ATAIDE


18 de maio de 2011

R$ 10,2 mi são devolvidos da Assembleia Legislativa para a saúde no Paraná

Por: Jonas J. Berra

          Em meio a tanta maldade no mundo, alguma notícia boa precisa ser divulgada. Dentre elas, nessa postagem, dou particular atenção à economia feita durante 3 meses pela Assembleia Legislativa do Paraná, que repassou R$ 10,2 milhões ao Governo do Estado a fim de serem investidos em reformas de hospitais públicos. Isso mesmo, não é R$ 10 mil, mas R$ 10,2 milhões que voltam para o povo em benefícios.

"O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, acompanhado de deputados estaduais do Paraná, formalizou nesta terça-feira (17) a entrega ao governador Beto Richa de um cheque no valor de R$ 10 milhões, resultado da economia feita pela Assembleia após a reorganização administrativa promovida pela nova Mesa Executiva no primeiro trimestre de 2011. O dinheiro será integralmente investido pela Secretaria da Saúde em equipamentos e obras para a rede de hospitais próprios, que atendem várias regiões do Estado (...) A economia média mensal foi de R$ 3 milhões neste início de ano e a previsão é que chegue a R$ 40 milhões em um ano. Todos os recursos serão devolvidos ao Estado. "
(Fonte: Governo do Paraná - em: http://www.cidadao.pr.gov.br/mancheteunica.php?storyid=63737).

           Como a reportagem indica, trata-se de um ato simbólico praticado pela nova admnistração da Alep. Além dessa iniciativa podemos destacar a apontada pelo deputado Valdir Rossoni de mudar a rede televisiva, TV Sinal, que transmite a programação da Assembleia Legislativa, para a E-Paraná. Tal medida tambem reduzirá imensamente os gastos públicos.

Curiosidade:
Dentre as medidas para o corte de gastos estão:
1. Fim dos supersalários dos servidores;
2. Redução no número de cargos comissionados, que são aqueles nomeados pelos deputados (de 360 para 99);

16 de maio de 2011

Padre Curandeiro – Diante da possibilidade de cura, pessoas procuram a solução da Bio Saúde

Por: Everton Marcos Grison


        Reconhecemos que o programa televisivo Fantástico não é uma boa fonte de informações. Mas ontem mostraram uma reportagem que, no mínimo, causou-nos espanto e fez surgirem muitos questionamentos. Um sacerdote jesuíta chamado Renato Barth ministra, a mais de 10 anos, tratamentos baseados em aplicação de argila e folhas de diversas plantas sobre a pele e também receita que seus pacientes tomem sua própria urina, como método eficaz de tratamento de doenças graves como: câncer, HIV, dores, doenças em geral. 
   
     Este padre é membro coordenador nacional do grupo Bio Saúde, que ministra tratamentos em várias localidades do território nacional, baseando-se em métodos como: urinoterapia, alimentação, exames (utilizando métodos que são desprovidos de confiabilidade), exercícios. Na página principal do site do grupo (http://www.biosaudebrasil.org/v1/index.php) encontramos a frase que norteia a “filosofia" de trabalho deles: "Libertemos o corpo das suas toxinas e alimentemo-lo corretamente e estará feito o milagre da Saúde" (ênfase minha). Essa atitude de boa alimentação é sem dúvidas, uma ótima tomada de posição, pois alimentando o corpo de maneira saudável, teremos uma vida mais prospera. Implica ser problemática a atitude deste padre quando ele impõem a desistência do tratamento convencional (com medicamentos, exames e métodos testados em muitos casos) de seus pacientes, para ter “EFICÁCIA” o seu tratamento através de técnicas instigantes.
              Acreditamos que ocorre uma confusão de papéis, pois até onde nos consta, o padre deveria estar preocupado em conduzir suas ovelhas para a salvação, pregando-lhes a palavra de Deus e não ministrando tratamentos alternativos e perigosos. Sua atitude deve ser investigada, pois são muitos os casos de mortes, de famílias que ao estarem diante do desespero de não terem mais tantas alternativas para salvar seus entes da morte, recorrem a estas possibilidades totalmente desprovidas de critérios medicinais. 
            Ele precisa ser enquadrado na lei, pois é muito complexa sua atitude, reconhecida em depoimentos como: “famílias de doentes se dizendo iludidas, enganadas por uma falsa promessa de cura. “Ele falou assim: ‘Ou você para ou então eu não pego seu filho para curar. Eu garanto que eu curo, mas você tem que parar com a quimioterapia, porque a quimioterapia é que vai matar seu filho’”, diz uma senhora que não quer se identificar. “Minha mãe foi a realidade do bem e a cura que ele fez. Já faz cinco anos que ela faleceu”, conta um homem (C.f.:http://www.pvanews.com.br/index.php?pg=noticia&intNotID=40505 ).
            Como ele reage ao fato da promessa; “ Eu garanto que eu curo, mas você tem que parar com a quimioterapia”, e ai a criança morre por falta de tratamento adequado? Devemos ser críticos, pois ele PODE ter responsabilidade sobre essas mortes. Como curar um câncer, uma doença que aumenta rapidamente, aplicando “barro” sobre a pele? Convenhamos, isto é inaceitável e demonstra que diante da possibilidade do fim, o humano fica perdido e recorre a Deus e ao diabo para evitar a morte, e as vezes cometem o terrível erro de dar ouvidos a um “charlatão” como este.

Feiticeiros, burlões e mistificadores: criminalidade e mudança das práticas ...



Em: http://books.google.com.br/books?id=nNnWfD07LewC&lpg=PA121&dq=curandeirismo&pg=PP1#v=onepage&q&f=false

6 de maio de 2011

Terror



Obra encontrada em: http://books.google.com.br/books?id=QMhUR07mSkUC&lpg=PP1&dq=terror&pg=PP1#v=onepage&q&f=false
Diretos autorais de Editora Zahar.

4 de maio de 2011

Bin Laden Cadê Você?

Por: Jonas J. Berra
Esta está dificil de engolir. Vamos levantar algumas dúvidas e hipóteses. - Como é possível que tenham encontrado o sujeito numa mansão se o Sadan foi encontrado num buraco? - Por que trataram Sadan daquele jeito, o julgando e condenando, sem matá-lo de imediato? - Será que matar Bin Laden logo, sem julgamente não é uma forma de evitar os defensores dos direitos humanos e as opniões contrárias à pena de morte? - Que objetivo teria os EUA mudando de atitude em relação a mais um terrorrista? - Quando mataram Che Guevara tiraram fotos. - Quando invadiram o Vietnã acompanham as operações via rádio. - O que diferenciaria Bin Laden dos outros? Ou ele sabia muito. Ou ele trabalhava para os EUA. Ou ele era financiado pelos EUA. Ou os EUA estão divididos, tendo opniões divergentes entre os dirigentes do governo, o que mostra a falta de organização deles.

14 de abril de 2011

Videos de Wellinton e suas ideias assassinas

Por: Jonas J. Berra

Infelizmente terei que postar aqui mais um video. E, Agora, retirado do site da Veja em http://veja.abril.com.br/multimidia/video/em-video-de-2010-atirador-ja-falava-em-vinganca. Sinto muito meus leitores por fazer isso: usar essa fonte, Mas é uma fonte com legenda e está melhor organizada.

Trata-se dos videos encontrados no computador do Welinton, o assassido das crianças no RJ. Assistam com bastante atenção. Tudo já estava sendo perfeitamente planejado:

13 de abril de 2011

Conjectures and refutations: the growth of scientific knowledge



Obra on line encontrada em: http://books.google.com.br/books?id=IENmxiVBaSoC&lpg=PP1&dq=popper&pg=PP1#v=onepage&q&f=false
Partes da obra cedida para consulta pelo Google Livros, direitos autorais de  Routledge.

Essa Obra em Inglês é uma das que estarei postando a fim de incentivar o estudo dessa língua, tão indispensável para quem quer ter acesso às fontes originais de muitos autores. Além disso, com a globalização vem a necessidade de podermos ter uma  relação melhor com a cultura dos outros países.

8 de abril de 2011

Explicações do caso que chocou o Brasil

Por: Jonas J. Berra

Sou da opinião de que o rapaz assassino, mesmo sem histórico criminal, não deve ser tratado como doente, pois seria como se estivéssemos tentando justificar suas ações. Creio que possa haver uma tendência psicológica para que o indivíduo se comporte dessa maneira, principalmente quando ele está sofrendo muito depois de se sentir ofendido ou humilhado, e não perceber mais sentido para se manter no mundo. Sou da opinião de que ele sabia exatamente o que estava fazendo e que não se trata de problema mental em si, mas de escolha. Ele, independentemente de ter tido um problema mental, optou pelo assassinato das meninas as selecionando a dedo e se matou em seguida, mostrando que sabia exatamente o que fazia. Ele sabia que era errado fazer aquilo, e escolheu fazê-lo. Esse é o dado que mostra que o homem pode fazer o que quiser, quando quiser e pelos motivos que quiser.
As explicações que dizem se tratar de um caso patológico ou que ele sofria de algum tipo de doença mental são justificações carentes de cientificidade. Essas explicações tentam explicar as ações do rapaz depois dele tê-las executado, pois, segundo o filósofo que eu estudo, Karl Popper, as explicações psicológicas dizem coisas sobre a subjetividade do indivíduo, a qual não temos acesso algum. Sobre isso apenas podemos imaginar causas, mas que na verdade podem não ter qualquer relação com o ocorrido. Trata-se da crítica à causalidade defendida por David Hume na modernidade. Tal crítica aponta o fato de que buscamos causas para os acontecimentos e psicológicamente, procurando, achamos tais causas no mundo, como a ideia de que sempre nascerá o sol no horizonte no dia seguinte. 
Sobre questões psicológicas tudo é muito incerto. Podemos descrever a situação, mas qualquer estudo que se pretenda uma abordagem final que explique com objetividade as causas psicológicas de uma ação são totalmente improváveis. Percebe-se que as explicações sobre o caso desse rapaz não possuem de modo algum  valor científico. Não importa a autoridade e os graus acadêmicos de quem tenta de algum modo explicar, sempre serão especulações carentes de nexo causal. As causas supostas para a efetivação do ato e o real motivo dele ter feito o ato dizem respeito apenas ao praticante do ato. Desse modo, podem surgir explicações, que poderíamos classificar como "imaginações  sobre os possíveis fatores psicológicos (causas) que levaram o indivíduo a agir de tal modo no mundo (efeitos)". Assim, acredita-se que para qualquer tipo de ação, quando esta ofende nossa civilidade, deva existir necessariamente um motivo justificável. Isso não sabemos e nos gera, ainda mais angústia.