8 de setembro de 2010

Um dia para perceber! ( 1/3 )


Por: Malu Queiróz

"Um dia eu percebi que escuto sempre as mesmas músicas. Um dia, eu percebi que tenho sempre os mesmos argumentos, que nem cogito experimentar novas perguntas, muito menos ler outros filósofos. Um dia me ocorreu que tenho sempre as mesmas risadas e as mesmas piadas. Consegui ver que não me passa pela mente trocar o pop por Bethoven.
Um dia, bem num dia completamente insignificante e chuvoso, no qual eu tenho sempre os mesmos pensamentos, me veio na mente que tenho sempre os mesmos planos, sempre os mesmos desejos, sempre as mesmas futilidades e burrices.
Me sorriu a ideia de que escrevo sempre os mesmos poemas, e que de modo algum me ocorre dissertar sob um outro ponto de vista.
Tenho percebido que os dias tem passado e eu tenho sempre a mesma monotonia ridícula. Tenho sempre a mesma demagogia julgadora, sempre o mesmo defeito.
Escuto agora pela décima quinta vez “Speechless” do Michael…e já até aproveitei a tecnologia e programei o controle remoto para repití-la sem eu ter que me mexer.
No fundo é isso que tenho feito com meu tempo: tenho programado-o para fazer sempre a mesma coisa.
When I am with you I am far away and nothing is for real…”

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre? Sem saber, que o pra sempre sempre acaba…”
Nao. O pra sempre não pode acabar. O pra sempre, sempre continua. Porque há quem não quer que mude."


Um comentário :

Reflexão dialogada disse...

A mudança causa medo.
Tentar mudar já seria um bom começo.
Ser diferente do de antes,
não ser igual o de agora.
O paradoxo causa tormento!