13 de novembro de 2019

Altas taxas de desemprego


Por: Jonas J. Berra

Um dos grandes problemas do Brasil tem sido o do desemprego, cujos números tem se tornado alarmantes nos últimos anos. O ápice foi o ano de 2017, em que 12,9% da população estava nessas condições. Diante disso, medidas foram tomadas no governo Temer, como a flexibilização das leis trabalhistas, o que reduziu um pouco, para chegarmos em novembro de 2019 com 11,8%. Veja o gráfico abaixo:
           
Mesmo diante da leve redução do desemprego, setores políticos contrários ao que foi o governo Temer e ao atual governo de Bolsonaro, continuam reclamando. Isso acontece porque não é uma conclusão óbvia, visto que até 2014, da reeleição da Dilma, o desemprego estava em queda e os números indicavam 6,7%. Porém, o governo Dilma se tornou insustentável devido à grande pressão do congresso e os escândalos envolvendo casos de corrupção de setores do governo. A partir daí o desemprego começou a crescer sistemática e aceleradamente, provocado pela crise econômica, que havia sido prevista antes da eleição de 2014, mas que não foi adequadamente divulgada pelo governo Dilma, que visava a vitória na eleição no mesmo ano.
            O fato é que o presidente Temer assume após o impeachment quase na metade de 2016 e faz uma grande propaganda de que a reforma trabalhista diminuiria o desemprego, inclusive na casa de mais de 3 milhões de novos empregos. O que não ocorreu, já que havendo mais de 13 milhões de desempregados, uma redução de 3 milhões levaria a taxa em 2018 a ficar abaixo de 10%. Mas ficou em 11,9% e não frustrou ninguém do mercado financeiro, cujos investidores (de classe média e da elite) passaram a perseguir a reforma da previdência com a mesma desculpa de “desenvolvimento econômico”.
            É visível que os mais de 700 mil novos empregos, que reduziu a taxa de desemprego entre 2018 e 2019 é uma consequência positiva da péssima reforma trabalhista aprovada pelo ainda no governo Temer, mas que curiosamente, é uma pífia melhoria comemorada recentemente pelo governo Bolsonaro. O pior de tudo é que dificilmente esse quadro vai melhorar no próximo ano, pois as medidas neoliberais adotadas pelo governo são exatamente o que os grandes empresários sem coração querem: diminuição do salário mínimo e a obtenção de lucros exponenciais, visando o “desenvolvimento econômico” para as ações das empresas baterem recordes na bolsa de valores. Enquanto isso, o povo pobre das classes D e E seguem humilhados.

REFERÊNCIAS:

CAULYT, Fernando. Desemprego no Brasil cairá pela primeira vez desde 2014, prevê OIT. Made for minds. 22 jan. 2018. Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/desemprego-no-brasil-cair%C3%A1-pela-primeira-vez-desde-2014-prev%C3%AA-oit/a-42263300>. Acesso em: 12 nov. 2019.

BRANDÃO,  Marcelo. Temer prevê criação de 3 milhões de empregos com resultado do PIB de 2017. Agência Brasil. 01 mar. 2018. Disponível em:  <http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-03/temer-preve-criacao-de-3-milhoes-de-empregos-apos-resultado-do-pib-de-2017>. Acesso em: 12 nov. 2019.

RESENDE, Thiago. País gera 157,2 mil vagas formais em setembro, maior resultado para o mês desde 2013. Folha de S. Paulo. 17 out. 2019. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/10/pais-gera-1572-mil-vagas-formais-em-setembro-maior-resultado-para-o-mes-desde-2013.shtml>. Acesso em: 12 nov. 2019.

1 de setembro de 2019

Redação: Como a arte e a cultura podem resolver a violência?

Estudante Camila Perussulo Sauim
Colégio Ivo Leão - Curitiba
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É inegável que houve aumento na cultura de violência, e que muito foi comentado sobre massacres e atentados nos últimos tempos, principalmente sobre o ocorrido em Suzano (SP) e na Nova Zelândia. Isso entra em contraste com o comportamento humano, moldado através dos séculos de incentivo da violência. Por isso, a sociedade atual necessita mudar. O que é possível com valorização da reflexão e das artes, a fim de haver uma maior conscientização de como as atitudes de cada um impactam na vida dos outros.
Com a divulgação dos acontecimentos em veículos de comunicação, grande parte dos internautas romantizaram um morticínio. Isso levanta a seguinte questão: como evitar pensamentos de ódio e violência? Uma alternativa plausível de canalização desses pensamentos seria com a intervenção da arte, usando como forma de manifestação, seja por escrita, desenhos ou dança que explora a sensibilidade e estimula a criatividade.
A arte é um fator necessário para a vida humana. Se retirada da alma é impossível de se viver e expulsar sentimentos presos, qualquer que sejam. Quando se desperta a curiosidade e paixão, pode também facilitar um movimento de reflexão e conscientização sobre o que une as pessoas. Essa conscientização gera um impacto positivo e uma transformação é percebida, trabalhando a expressão, subconsciente, comunicação e ideias, seja no individual ou no coletivo.
 Percebe-se que a maneira mais eficiente de combate à violência é investindo em cultura, na propagação da arte, para que os indivíduos aprendam a se expressar, falar sobre seus sentimentos e evitar com que traumas ou acontecimentos reprimidos sejam gatilhos para futuros incidentes, tais como o de Suzano e Nova Zelândia. Com medidas socioeducativas, projetos de dança, entre outros, seria um bom começo para evitar a perpetuação de atitudes negativas.